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Turistas nos EUA teriam de revelar cinco anos de redes sociais em plano de Trump

Plano dos EUA exige redes sociais, e-mails, telefones e endereços de familiares de todos os turistas; dois meses para comentários, ampliando a checagem da CBP

A Miami international airport terminal welcome sign from US Customs and Border Protection. Photograph: Jeff Greenberg/Jeffrey Greenberg/Universal Images Group/Getty Images
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  • Plano da administração Trump propõe tornar obrigatória a divulgação de redes sociais, e-mails, números de telefone e nomes e endereços de familiares de todos os turistas que entram nos EUA, com dois meses para comentários públicos.
  • A medida, publicada no Federal Register, vale para turistas de todos os países, mesmo aqueles que não precisam de visto, e independentemente de utilizarem o Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (Esta).
  • A Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) passaria a ter autoridade para vasculhar os dispositivos dos visitantes, com possibilidade de negar a entrada em caso de recusa.
  • A proposta surge em meio a medidas anteriores de restrição de imigração e queda do turismo, e pode impactar grandes eventos, como a Copa do Mundo, que os EUA coorganizam com Canadá e México.
  • Autoridades temáticas indicam impacto no turismo, com quedas já observadas em diversas regiões dos EUA, além de outras medidas já em vigor, enquanto o DHS não comentou a proposta.

A proposta publicada na última semana amplia as informações que os viajantes devem fornecer para entrar nos Estados Unidos. De acordo com o notice no Federal Register, o plano obriga todos os turistas a revelar atividade de redes sociais, endereços de email, números de telefone usados nos últimos cinco anos e os nomes e endereços de familiares.

A medida, apresentada pela atual administração, vale para visitantes de todos os países, independentemente de visto ou do uso do Electronic System for Travel Authorization (Esta). O CBP manteria autoridade para vasculhar dispositivos de entrada.

A notícia aponta que o prazo para comentários é de dois meses. O DHS não respondeu a pedidos de comentário. A proposta pode impactar grandes eventos, como a Copa do Mundo, que terá EUA, Canadá e México como palco.

Detalhes da proposição

Segundo o texto, as informações devem ser fornecidas antes da viagem, para fins de segurança. Dados de redes sociais abrangeriam os últimos cinco anos, incluindo plataformas e conteúdos públicos. Além disso, contatos e endereços de familiares seriam coletados.

Contexto e impactos previstos

A medida amplia restrições já em curso no governo, com reflexos esperados no turismo. Autoridades de turismo da Califórnia preveem queda de visitas estrangeiras neste ano, e cidades como Las Vegas relatam queda no movimento.

Caminho regulatório

Especialistas ressaltam que a proposta depende de regulamentação adicional e de como o DHS implementará as buscas de dispositivos. Em 2024, o CBP já realizou varreduras de dispositivos de passageiros, com números elevados de casos declarados.

Observação final

Especialistas e setores de turismo aguardam posicionamento oficial e eventuais ajustes no texto antes de virar regra, com impactos a viagens, eventos internacionais e fluxo de visitantes. Fontes oficiais não divulgaram comentários adicionais.

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