- A cerimônia do Nobel da Paz em Oslo enfrentou polêmica após a escolha de María Corina Machado, levando a cooperação da Norwegian Venezuelan Justice Alliance para participar do protocolo deste ano.
- A aliança, criada em 2018, assumiu a participação de Machado na cerimônia e espera cerca de 800 participantes na processão de tochas.
- A embaixada da Venezuela em Oslo fechou após o anúncio do prêmio, aumentando a tensão entre os governos envolvido.
- A processão de tochas, ritual simbólico desde 1954, ocorrerá após a cerimônia no Centro Nobel, seguindo até o Grand Hotel de Oslo, onde Machado pode estar hospedada.
- A organização afirma atuar apenas com doações e nega vínculos com poderes econômicos ou políticos, ressaltando que o prêmio reconhece a luta pela democracia na Venezuela.
Desde 1954, a processão de tochas em Oslo marca o Nobel da Paz. Este ano, a escolha de María Corina Machado provocou forte oposição, levando a atuação da NVJA para viabilizar sua participação.
A NVJA, organização de venezuelanos residentes na Noruega criada em 2018, assume a participação de Machado no protocolo deste ano. Sonia Zapata, fundadora, afirma que a decisão foi tomada após a like de apoio recebida.
A expectativa é de cerca de 800 participantes. A embaixada venezuelana em Oslo fechou após o anúncio do prêmio, aumentando a tensão entre os apoiadores e opositores da líder opositora.
O contexto envolve o Conselho Norueguês de Paz, que em 24 de outubro informou não conduzir a organização do protocolo, gerando debate sobre os valores do prêmio. A NVJA surge como alternativa para manter o ritual.
Zapata explica que a organização se reuniu para aceitar o convite assim que surgiu a possibilidade, enfatizando que a missão é acompanhar o legado de Nobel. A líder, pelo que se sabe, poderá comparecer presencialmente.
A situação também envolve o governo da Venezuela. Três dias após o anúncio, a embaixada em Oslo foi fechada, sob justificativa de reestruturação do serviço exterior, enquanto a independência do júri permanece.
O evento de torchlight está marcado para ocorrer nesta quarta-feira, com saída às 17h45, do Centro Nobel. A procissão se encerrará diante do Grand Hotel de Oslo, onde Machado pode se hospedar. A expectativa é de participação de 800 pessoas, incluindo venezuelanos que viajaram longas distâncias.
A cobertura internacional tem destacado o peso político do prêmio. A NVJA vê o Nobel como reconhecimento a um movimento pela democracia, enquanto o chavismo reforça que a diplomacia está em curso em outros fóruns.
Desdobramentos adicionais devem chegar conforme o evento se aproxima, com atenção aos impactos diplomáticos e à presença de Machado na cerimônia.
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