- Zelenskyy afirmou que a versão intermediária do acordo, que autorizaria retirada ucraniana do Donbas, só seria justa se houvesse garantias de que a Rússia não tomaria a região após a retirada, possivelmente exigindo referendo ou eleições para legitimar concessões.
- O plano prevê a retirada de tropas ucranianas do Donbas e o congelamento do conflito nas regiões de Kherson e Zaporizhzhia; a Rússia manteria alguns bolsões de território.
- Os Estados Unidos buscam que Kiev se retire do Donbas e, em troca, crie-se uma zona econômica livre nas áreas sob controle de Kiev; o formato final depende de negociações em andamento.
- Entre os pontos em aberto estão garantias de segurança e o status da usina nuclear de Zaporizhzhia; o plano não está finalizado e segue em revisão.
- Uma reunião com cerca de trinta líderes da coalizão pró-Ucrânia ocorreu sem a presença de Donald Trump; Viktor Orbán, da Hungria, bloqueia negociações na UE.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou que a proposta dos EUA para encerrar o conflito envolve a retirada das tropas da Donbas, seguida da criação de uma zona económica livre sob controle de Kyiv. A ideia previa que Ucrânia deixasse de avançar, enquanto tropas russas permaneceriam fixas na região. Zelenskyy pediu garantias de que a zona não seria ocupada após a retirada.
Segundo Zelenskyy, o acordo exigiria referendum ou eleições para legitimar concessões territoriais, especialmente em relação à usina nuclear de Zaporizhzhia. O plano não é definitivo e continua em revisão constante. Em uma coletiva em Kyiv, ele ressaltou que as decisões devem ser tomadas pelo povo ucraniano.
O chefe de Estado afirmou ainda que, se houver adesão a tal esquema, seria necessário um marco democrático para legitimar mudanças. Além disso, questões sobre governança da zona e a segurança em Zaporizhzhia são pontos ainda em debate entre Kyiv e Washington. O texto acordado depende de entendimentos em curso.
Situação em evolução
Zelenskyy informou que o plano atual não é final e envolve resposta a propostas recebidas de Washington. A negociação envolve também a fronteira de Kherson e Zaporizhzhia, onde o front permanece tenso. O objetivo é evitar nova ofensiva russa na região.
O anúncio ocorre enquanto a coalizão de países apoiadores de Kyiv, com cerca de 30 líderes presentes em videoconferência, discute garantias de segurança e apoio econômico. Trump tem pressionado por mudanças no diálogo, inclusive sugerindo eleições em Kyiv.
Em Berlim, o secretário-geral da NATO destacou que concessões a Putin podem aumentar o risco de conflito na Europa. A reunião desta semana também incluiu discussões sobre reforço de defesa e apoio militar para a Ucrânia. Kiev pretende assinar dois documentos paralelos: garantias de segurança e renovação econômica.
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