- Em dois meses desde o cessar-fogo de 10 de outubro, pelo menos 386 palestinos foram mortos em ataques esporádicos, incluindo 70 crianças.
- A UNICEF alerta para malnutrição aguda; em outubro, mais de 9.300 crianças ficaram hospitalizadas por essa condição.
- A entrada de ajuda continua abaixo do necessário: em dezembro, média de 140 caminhões/dia, bem abaixo dos 600/dia acordados.
- Dados da parte palestina indicam que apenas 13.511 dos 36.000 caminhões autorizados foram liberados, e 315 dos 3.000 caminhões de combustível.
- A região enfrenta ainda a ameaça de tempestade Byron, com potencial de intensificar danos humanos e materiais; as restrições de suprimentos permanecem.
O cessar-fogo que entrou em vigor em Gaza em 10 de outubro de 2023 não pôs fim à violência. Ataques esporádicos de origem israelense resultaram na morte de 386 palestinos nos dois meses desde o acordo, incluindo 70 crianças. O bloqueio e o conflito prolongado contribuíram para uma crise humanitária agravada no território.
A colapso de serviços e a falta de abastecimento seguem impactando a população. A UNICEF alerta para malnutrição aguda infantil, com mais de 9.000 crianças hospitalizadas em outubro. A entrada de ajuda humanitária permanece abaixo do necessário, com apenas 140 caminhões por dia em dezembro, menos de 40% do prometido de 600 por dia. As restrições israelenses persistem, dificultando a chegada de itens essenciais.
Malnutrição e condições de vida
A UNICEF destacou que, embora a ameaça de fome tenha recuado para parte da população de 2,1 milhões de habitantes, o influxo de suprimentos continua abaixo das necessidades. Em outubro, cerca de 9.300 crianças receberam tratamento por malnutrição aguda grave; a organização descreve o número como alarmante. Médicas e oficiais relatam situações em que recém-nascidos chegam com peso muito baixo ao nascimento.
Logística de ajuda e restrições
Entre os itens autorizados, a contabilização oficial indica que apenas 13.511 de 36.000 caminhões de ajuda previstos foram liberados até o momento, representando cerca de 38% do total acordado. No setor de combustível, apenas 315 de 3.000 caminhões foram autorizados, equivalente a 10% do combinado. Contadores do governo de Gaza apontam que as limitações persistem, com restrições que incluem itens rotulados como de “luxo” ou com alegações de potencial uso duplo.
Impacto sazonal e perspectivas
As equipes de resgate enfrentam condições climáticas adversas com a aproximação de uma tempestade batizada Byron, que pode piorar a situação habitacional já precária. Milhares de palestinos vivem em abrigos improvisados, com o tempo invernal e ventos fortes aumentando a vulnerabilidade de famílias e crianças.
Observações sobre suprimentos específicos
Dados de autoridades associadas ao Hamas em Gaza indicam que, até agora, a entrega de combustível e de outros recursos críticos permanece muito aquém do planejado, levando ONGs e organismos internacionais a advertirem sobre riscos de desabastecimento contínuo. Em outubro, ocorreram hospitalizações significativas de gestantes e lactantes, sinalizando uma pressão adicional sobre serviços de saúde.
Fonte: informações de agências da ONU e autoridades locais associadas ao acordo de alto el fogo.
Entre na conversa da comunidade