- Burkina Faso era visto como país pacífico, com cristãos e muçulmanos convivendo, até a atuação de jihadistas na região.
- O pastor John, que cuidava da esposa e de sete filhos, passou a liderar cinco igrejas após a saída de outros pastores devido à insegurança.
- Em ataque dos extremistas, 113 pessoas foram mortas, incluindo o filho do pastor.
- John ficou “invisível”, saindo de abrigo apenas para visitar as igrejas e manter a fé diante da violência.
- A Portas Abertas prestou suporte pós-trauma à comunidade, dando ao pastor nova esperança para seguir seu chamado.
Burkina Faso, antes visto como país pacífico com convivência entre cristãos e muçulmanos, vive uma escalada de violência desde a atuação de grupos extremistas na região. A comunidade cristã foi alvo de ataques que resultaram em dezenas de mortes e traumas profundos.
O pastor John liderava cinco igrejas na região, cuidando da esposa e de sete filhos. Com a intensificação do extremismo, ele adotou medidas de segurança, mudou de casa e passou a atuar como líder invisível para manter a fé entre os fiéis.
Os jihadistas passaram a obrigar cristãos a abandonar a fé, pressionando pela conformidade religiosa. A ameaça tornou-se diária e gerações de fiéis ficaram à distância de lavouras seguras, agravando o medo e a insegurança na comunidade.
Em meio ao contexto de violência, a comunidade cristã foi atacada enquanto o pastor John visitava um fiel doente. Parte dos fiéis fugiu, enquanto outros foram encontrados e assassinados, incluindo o filho do pastor.
Ao todo, 113 pessoas foram mortas no ataque, deixando o pastor devastado. Ele revelou que não conseguiu reconhecer a própria vida sem a fé abalada e, durante o período de luto, não encontrava forças para orar sem chorar.
A Portas Abertas foi a casa da dor, visitando a comunidade para prestar apoio. O pastor recebeu acompanhamento pós-trauma, que lhe devolveu força e esperança para seguir na missão, mesmo após a perda.
Ainda há milhares de cristãos sobreviventes em Burkina Faso, que precisam de apoio psicológico e estrutural para reconstruir a vida e continuar a testemunhar o amor de Deus. As organizações humanitárias pedem doações para oferecer cuidados pós-trauma.
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