- O governo britânico negou estar em negociações para suspender a proibição de venda de armas à Argentina, vigente desde a guerra das Falklands em 1982.
- Javier Milei afirmou à Daily Telegraph que o governo argentino iniciou conversas com o Reino Unido sobre as restrições a armas.
- O governo britânico reiterou que a soberania das Ilhas Falklands não está à venda e não há talks sobre flexibilizar os controles de exportação de armas; o referendo de 2013 manteve a opção pela continuidade do território no Reino Unido.
- Milei planeja visitar o Reino Unido em abril ou maio de 2026 e indicou interesse em ver as Falklands por vias diplomáticas.
- O porta-voz britânico afirmou que não existem negociações específicas para afrouxar os controles, mas há vontade de aprofundar cooperação com a Argentina em comércio, ciência e cultura.
Desde o governo argentino, o presidente Milei afirmou a um jornal britânico que negociações começaram com o Reino Unido sobre restrições a exportação de armas. A declaração foi publicada pela Daily Telegraph.
O governo britânico negou qualquer negociação para flexibilizar o veto. Em nota oficial, afirmou que a soberania das Ilhas Falklands não está em negociação e que não houve conversas sobre afrouxar controles de armas.
As Falklands foram cenário de uma guerra breve em 1982 entre Argentina e Reino Unido. O conflito resultou em dezenas de vidas e na manutenção britânica da ilha, após a rendição argentina.
Milei afirmou também que planeja visitar o Reino Unido em 2026, com possível passagem pela própria Falklands, buscando meios diplomáticos para mudanças de posição sobre a questão.
Contexto diplomático
A posição britânica reiterou que a soberania das Falklands é indiscutível e que o plebiscito de 2013, com preferência pela continuidade do status sob o Reino Unido, não é tema de negociação. Ao mesmo tempo, o governo britânico mostrou interesse em ampliar cooperação com a Argentina em áreas como comércio, ciência e cultura.
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