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Testemunha descreve dias finais de jornalista ucraniana Viktoriia Roshchyna

Relato de soldado libertado da Azov corrobora transporte da jornalista até a prisão de Kizel, onde a autópsia aponta violência no pescoço e fratura do hióide

People hold portraits of Ukrainian journalist Viktoriia Roshchyna during a commemoration in Kyiv.
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  • Viktoriia Roshchyna, jornalista ucraniana, foi detida em território ocupado em 2022 e morreu em 19 setembro de 2024 após ser transferida para a prisão Sizo-3, em Kizel, próxima aos Urais.
  • Um soldado do regimento Azov, libertado neste ano, relata a viagem da jornalista de Taganrog a Kizel, descrevendo o transporte em trem e depois em caminhões.
  • Segundo o relato, Roshchyna estava em mau estado de saúde, com fome e dificuldade para andar e falar, e houve relatos de tortura durante a detenção.
  • A autópsia indicou violência no pescoço e fratura do hióide, sinalizando trauma possivelmente relacionado a strangulamento.
  • O corpo foi devolvido à Ucrânia e as autoridades afirmam que a morte ocorreu durante a detenção em Kizel; a vaga confirmação oficial sobre as circunstâncias segue não publicada.

Viktoriia Roshchyna, jornalista ucraniana, morreu em 19 de setembro de 2024 após ser detida pela Rússia durante a invasão. A autópsia indicou traços de violência no pescoço e fratura do hióide, supostamente provocados por estrangulamento.

Segundo relato de um soldado do regimento Azov, libertado neste ano, a jornalista foi transportada de Taganrog para Sizo-3, em Kizel, perto dos Urais. Ele descreve a viagem em trem e caminhões, sob condições brutais.

Roshchyna foi capturada em 2022, quando cobria áreas de conflito na Ucrânia ocupada. Ela havia passado meses em detenção preventiva em Taganrog, conhecida como “Guantánamo” russo, antes de ser transferida.

Conforme o depoimento, a viagem até Kizel começou com a retirada de seus pertences e terminou com entrada no estabelecimento prisional, onde houve agressões repetidas. O relato aponta violência generalizada durante o transporte.

A família da jornalista ainda não recebeu confirmação oficial sobre o local exato da morte. A Rússia informou apenas o falecimento, sem detalhar circunstâncias nem por que sua detenção prosseguiu além de exchanges previstas.

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