- A Austrália começou a aplicar, nesta quarta-feira, a proibição de redes sociais para menores de 16 anos, primeira do mundo, aprovada no fim de 2024 para proteger saúde mental e conteúdo inadequado.
- Plataformas como Instagram, Facebook, Threads, TikTok, Snapchat, YouTube, X, Reddit, Kick e Twitch devem desativar contas de menores e impedir a criação de novos perfis; YouTube Kids, Google Classroom, WhatsApp, Roblox e Discord ficam de fora.
- Brasileiros residentes na Austrália relatam choque inicial, tentativas de burlar a idade e uso de reconhecimento facial para bloquear contas, além de migração para apps não listados.
- Alguns adolescentes teriam conseguido manter contas alterando a data de nascimento; outros foram impedidos pela verificação facial, e muitos passaram a buscar opções em plataformas não proibidas.
- O governo australiano monitora redes menores e pode incluí-las na proibição; o tema ganha atenção enquanto o Brasil prepara, a partir de março de 2026, medidas do ECA Digital.
A Austrália entrou em um novo capítulo regulatório ao proibir redes sociais para menores de 16 anos, com vigência a partir de 10 de janeiro. A medida, aprovada no fim de 2024, visa proteger a saúde mental e reduzir a exposição a conteúdos inadequados. Plataformas como Instagram, TikTok, YouTube e outras devem desativar contas de menores e impedir novas criações.
A regra abrange redes com foco principal na interação entre usuários e publicação de conteúdos. Serviços como YouTube Kids, Google Classroom, WhatsApp, Roblox e Discord ficam de fora. O governo foi explícito ao alinhar a legislação com o objetivo de reduzir riscos e aliciamento entre jovens.
Impacto entre famílias brasileiras na Austrália
Relatos de brasileiras na Austrália mostram choque inicial com a proibição. Em alguns casos, houve tentativa de burlar a idade para manter o acesso a conteúdos. Famílias relatam ajustes no cotidiano, com a filha buscando outras formas de socialização e lazer.
Entre os relatos, uma adolescente de Sydney confirmou a suspensão de contas de redes sociais associadas a menor de 16. Familiares defendem que a decisão deve envolver escola e pais, e não apenas o governo. A medida é vista por alguns como necessária, por outros como limitante.
Como tem reagido o uso entre jovens e mecanismos de adaptação
Fontes locais apontam que algumas jovens migraram para plataformas não abrangidas pela lei e para serviços de vídeo que não exigem verificação de idade rígida. O governo australiano acompanha a atuação de redes menores para possíveis expansões futuras.
Especialistas destacam que, no Brasil, medidas semelhantes estão em avaliação com a implementação do ECA Digital a partir de março de 2026. O objetivo é estabelecer regras de segurança para adolescentes na internet, alinhadas a padrões internacionais.
Entre na conversa da comunidade