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Diretor de Hollywood é culpado de fraudar Netflix 11 milhões por show fantasma

Condenado por fraude e lavagem de dinheiro, cineasta desviou US$ 11 milhões da Netflix para investimentos e compras de luxo; sentença em abril

Director Carl Rinsch in 2015 in Los Angeles, California.
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  • Carl Rinsch, diretor de 47 Ronin, foi condenado por fraude e lavagem de dinheiro por desviar recursos da Netflix destinados a White Horse, série não concluída.
  • A Netflix havia pago cerca de US$ 44 milhões inicialmente, com mais US$ 11 milhões adicionais solicitados por Rinsch para finalizar a produção.
  • O dinheiro foi utilizado em investimentos arriscados e, segundo os promotores, em criptomoedas, além de compras de luxo como cinco Rolls-Royces, uma Ferrari, joias e roupas de alto valor.
  • Parte dos recursos foi usada para quitar quase US$ 1,8 milhão em faturas de cartão de crédito; a série nunca foi finalizada.
  • A sentença está prevista para abril; a Netflix não comentou o caso.

Carl Rinsch, diretor de cinema conhecido por 47 Ronin com Keanu Reeves, foi condenado por fraude e lavagem de dinheiro. O veredito ocorreu nesta quinta-feira em tribunal federal de Nova York e envolve um esquema ligado a uma produção da Netflix, a série White Horse, que não foi concluída.

Segundo os registros, a Netflix pagou inicialmente cerca de US$ 44 milhões a Rinsch para o projeto. Ainda houve um complemento de US$ 11 milhões, segundo os promotores. Em vez de direcionar os recursos à série, o réu desviou o dinheiro para uma conta pessoal.

A acusação aponta que parte dos recursos foi investida em operações de alto risco, incluindo criptomoedas, o que resultou em perdas significativas. O restante foi aplicado em compras de luxo, como cinco Rolls-Royces, uma Ferrari, relógios e roupas, além de colchões e itens de cama de alto valor.

Procuradores afirmam que o dinheiro também foi usado para quitar aproximadamente US$ 1,8 milhão em faturas de cartão de crédito. Rinsch, que não finalizou a produção, pode ser condenado a uma sentença programada para abril.

A defesa argumenta que o veredito pode criar precedentes desfavoráveis para artistas envolvidos em disputas contratuais com grandes empresas de mídia. A Netflix não comentou o caso. O Ministério Público reiterou que houve desvio de fundos destinados ao projeto.

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