- Maria Corina Machado deixou a Venezuela, onde estava escondida desde agosto de 2024, e apareceu em Oslo após a cerimônia do Nobel.
- A fuga aconteceu por via marítima, com uma travessia de 13 a 14 horas liderada por Bryan Stern, envolvendo cerca de duas dúzias de pessoas, em condições escuras e muito molhadas.
- A operação foi conduzida pela Grey Bull Rescue Foundation, conforme confirmação de um representante de Machado; a missão teria começado na terça-feira.
- Stern descreveu a travessia como perigosa e assustadora, destacando mar agitado, pouca visibilidade e barcos sem luz.
- Machado afirmou ter apoio dos Estados Unidos para sair do país e planeja retornar para casa, mas não há detalhes sobre o retorno; a participação da equipe não envolve planos de retorno.
A jornalista brasileira descreve uma operação de retirada de Maria Corina Machado da Venezuela. O movimento foi liderado por Bryan Stern e envolveu uma equipe de cerca de duas dúzias de pessoas. A travessia marítima ocorreu durante a noite, com duração de 13 a 14 horas, até um destino não divulgado. A saída de Caracas e o local de destino não foram revelados.
Machado, figura de oposição, estava há meses escondida desde agosto de 2024 devido a temores de perseguição pelo governo de Nicolás Maduro. A operação teve apoio de entidades dos EUA, segundo a imprensa, e foi organizada pela Grey Bull Rescue Foundation, conforme informações publicadas.
Detalhes da operação
A navegação foi descrita como extremamente difícil, com águas agitadas e baixa visibilidade. O navio permaneceu sem luzes durante o trajeto, o que tornou o percurso desafiador e inseguro, na visão de Stern. O grupo afirma ter iniciado a missão quatro dias antes do momento de saída, buscando transportar Machado para um local onde pudesse embarcar para fora do país.
Contexto e desdobramentos
Stern informou que a missão teve participação direta de cerca de 24 pessoas e que a operação não envolve atividades de retorno a território venezuelano. Machado confirmou ter apoio dos Estados Unidos para deixar o país, sem detalhar datas ou planos de retorno. Stern ressaltou que a decisão de retornar está nas mãos da própria Machado.
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