- Lula disse a Donald Trump que não quer guerra na América Latina, afirmando que o Brasil é uma zona de paz.
- O texto destaca a presença militar dos Estados Unidos no mar do Caribe desde agosto, com porta-aviões, caças e navios de guerra para combate ao narcotráfico.
- Lula conversou com Nicolás Maduro na semana passada sobre paz na América do Sul e no Caribe; o tema também apareceu em contatos anteriores com Trump na Malásia e em 2 de dezembro.
- O presidente brasileiro sugeriu que os EUA conversem com a polícia e com o Ministério da Justiça de outros países para tratar da questão.
- O debate envolve soberania dos países diante de possíveis invasões e a necessidade de diálogo para evitar atuação coercitiva.
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ao presidente dos EUA, Donald Trump, que não deseja guerra na região. O presidente brasileiro reforçou que a América Latina deve ser tratada como zona de paz e que o tema envolve soberania nacional.
A crise geopolítica na Venezuela continua no centro das atenções da região. Desde agosto, a presença militar dos Estados Unidos no Caribe — com porta-aviões, caças e navios de guerra — tem sido tema de análise sobre pressões ao regime de Nicolás Maduro.
Na semana passada, Lula manteve contato com Maduro para discutir paz na área e também houve diálogo entre Lula e Trump em encontros na Malásia e em uma ligação recente, no início de dezembro.
Contatos e propostas
Lula sinalizou interesse em ampliar conversas para evitar ações extraterritoriais que possam violar a soberania de países vizinhos. O objetivo é promover canais de cooperação entre autoridades de segurança para enfrentar desafios comuns na região.
Ainda segundo fontes do Planalto, o presidente brasileiro defendeu que os EUA dialoguem com polícia e ministérios da Justiça de outros países como parte de uma estratégia regional de paz e estabilidade.
Entre na conversa da comunidade