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Lula diz ter dito a Donald Trump que não quer guerra na América Latina

Lula diz a Trump que não quer guerra na América Latina e defende soberania, propondo diálogo com outros países ante a presença militar dos EUA no Caribe

1 de 1 Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático - ASEAN em Kuala Lampur, Malásia. — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
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  • Lula disse a Donald Trump que não quer guerra na América Latina, afirmando que o Brasil é uma zona de paz.
  • O texto destaca a presença militar dos Estados Unidos no mar do Caribe desde agosto, com porta-aviões, caças e navios de guerra para combate ao narcotráfico.
  • Lula conversou com Nicolás Maduro na semana passada sobre paz na América do Sul e no Caribe; o tema também apareceu em contatos anteriores com Trump na Malásia e em 2 de dezembro.
  • O presidente brasileiro sugeriu que os EUA conversem com a polícia e com o Ministério da Justiça de outros países para tratar da questão.
  • O debate envolve soberania dos países diante de possíveis invasões e a necessidade de diálogo para evitar atuação coercitiva.

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ao presidente dos EUA, Donald Trump, que não deseja guerra na região. O presidente brasileiro reforçou que a América Latina deve ser tratada como zona de paz e que o tema envolve soberania nacional.

A crise geopolítica na Venezuela continua no centro das atenções da região. Desde agosto, a presença militar dos Estados Unidos no Caribe — com porta-aviões, caças e navios de guerra — tem sido tema de análise sobre pressões ao regime de Nicolás Maduro.

Na semana passada, Lula manteve contato com Maduro para discutir paz na área e também houve diálogo entre Lula e Trump em encontros na Malásia e em uma ligação recente, no início de dezembro.

Contatos e propostas

Lula sinalizou interesse em ampliar conversas para evitar ações extraterritoriais que possam violar a soberania de países vizinhos. O objetivo é promover canais de cooperação entre autoridades de segurança para enfrentar desafios comuns na região.

Ainda segundo fontes do Planalto, o presidente brasileiro defendeu que os EUA dialoguem com polícia e ministérios da Justiça de outros países como parte de uma estratégia regional de paz e estabilidade.

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