- Um drone atingiu uma base logística de paz da ONU em Kadugli, em Kordofan, Sudão, deixando seis peacekeepers bangladeshis mortos e oito feridos.
- O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que ataques contra forças de paz podem configurar crimes de guerra e pediu responsabilização dos responsáveis.
- O Exército sudanês atribuiu o ataque ao Rapid Support Forces (RSF); não houve comentário imediato do RSF.
- O ataque ocorre em meio a um conflito entre o exército e o RSF desde 2023, com violência em Abyei e Darfur provocando uma grave crise humanitária.
- Guterres pediu cessar-fogo imediato e um processo político inclusivo, liderado pelos sudaneses, para encerrar o conflito.
Um ataque com drone atingiu uma base logística de paz da ONU em Kadugli, no meio do país, e deixou seis peacekeepers bangladeshis mortos e oito feridos. A operação ocorreu neste fim de semana, segundo informações da ONU. A missão não detalhou o tipo de drone ou a autoria com precisão, mas citou que a base é parte da estrutura de apoio às operações de paz em Abyei.
O Exército sudanês atribuiu o ataque ao grupo paramilitar RSF, que disputa o controle do país desde 2023. O RSF não emitiu resposta imediata. O Exército divulgou imagens de fumo intenso supostamente vistos na área da ONU, atribuindo o ocorrido à “milícia rebelde”. A ONU condenou o ataque e pediu responsabilização dos responsáveis.
A ONU informou que as forças de paz em Abyei atuam desde 2011, em um território disputado entre Sudão e África do Sul, e que o atentado agrava a crise humanitária no país. O secretário-geral António Guterres afirmou que ataques contra trabalhadores humanitários podem configurar crimes de guerra e pediu respeito ao mandato de proteção civil.
O conflito entre o Exército sudanês e o RSF, iniciado formalmente em 2023, provocou a piora da violência em várias regiões, incluindo Darfur e Kordofã. A violência tem sido associada a ataques contra civis, deslocamentos forçados e crimes de guerra, segundo a ONU e organizações de direitos humanos.
Autoridades mencionam ainda que a região de Abyei permanece sob missão de paz desde 2011, mesmo diante da instabilidade regional. O país enfrenta uma crise humanitária de grande escala, com diversas áreas em situação de fome e dificuldades de acesso humanitário, agravadas pelo confronto contínuo.
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