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Kosovo aceita migrantes expulsos durante governo Trump

Primeiros cidadãos expulsos dos Estados Unidos chegam ao Kosovo, em acordo que prevê até cinquenta pessoas por ano, fortalecendo relação com Washington

Um homem agita uma bandeira com o rosto do premiê do Kosovo, Albin Kurti, em 9 de fevereiro de 2025, após as eleições. Foto: Armend Nimani/AFP
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  • O Kosovo recebeu os primeiros cidadãos expulsos dos Estados Unidos, anunciados pelo primeiro-ministro Albin Kurti, sem detalhar data, nacionalidade ou local.
  • A chegada ocorre dentro de um acordo assinado em junho, que prevê aceitar temporariamente até cinquenta expulsos por ano para facilitar o retorno ao país de origem.
  • Kurti indicou que os migrantes são “aqueles que os Estados Unidos não querem em seu território”, sem divulgar mais informações.
  • O Kosovo, entre os países mais pobres da Europa, busca mostrar reconhecimento aos EUA pelo apoio à independência de oitava de dois mil e oito, em meio a críticas sobre a política com a minoria sérvia e as eleições de dezembro.
  • A relação com Washington é central, em meio a debates internos e a um quadro regional onde os Bálcãs passam a ser vistos como destino de retornos de pessoas cuja asilo foi negado.

O Kosovo começou a receber cidadãos expulsos dos Estados Unidos, numa medida inédita ligada a um acordo assinado em junho. A iniciativa visa facilitar o retorno dessas pessoas aos seus países de origem, conforme anúncio oficial.

Segundo o premiê Albin Kurti, os primeiros migrantes já chegaram ao Kosovo. Ele não detalhou datas, nacionalidades ou locais exatos, citando apenas que “um ou dois” já estariam no território. As informações chegaram em entrevista a um canal local.

O acordo prevê receber, a pedido de Washington, temporariamente até 50 expulsos por ano. A intenção é demonstrar reconhecimento ao apoio americano desde a independência do Kosovo, em 2008, quando era uma província sérvia.

Chegada e contexto

A aproximação com os EUA se insere em um cenário de tensão interna e críticas à política pró-americana do governo. A parceria é vista como forma de manter relações estratégicas em meio a pressões regionais.

A avaliação de especialistas aponta que a medida pode influenciar debates sobre migração, soberania e cooperação com aliados. O Kosovo figura entre os Estados mais pobres da Europa, com forte presença de símbolos pró-EUA.

Os Kosovo mantém laços estreitos com Washington, mesmo diante de críticas sobre a gestão interna e sobre a política dirigida à minoria sérvia. O pleito legislativo está marcado para 28 de dezembro, com coalizões em formação.

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