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Revisão da ECHR é retrocesso moral, dizem especialistas em direitos

27 países europeus pedem reavaliação das leis de direitos humanos, visto como entrave à migração; alerta sobre possível hierarquia de pessoas.

Migrants from Syria and Bangladesh in the Mediterranean. The Council of Europe’s commissioner for human rights says conflating migration and crime ‘doesn’t correspond with reality’. Photograph: Santi Palacios/AFP/Getty
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  • Vinte e sete países europeus solicitaram repensar as leis de direitos humanos criadas após a Segunda Guerra Mundial, alegando que elas atrapalham a migração.
  • A Anistia Internacional chamou o movimento de recuo moral; o principal responsável europeu pelos direitos humanos alertou sobre a criação de uma “hierarquia de pessoas”.
  • Um relatório da Universidade de Oxford aponta que a cobertura da mídia britânica sobre a Convenção tem sido, em geral, imprecisa ou enganosa.
  • Em maio, nove estados-membros da UE publicaram uma carta defendendo que a Convenção dificulta a soberania e a deportação de criminosos.
  • Líderes do Reino Unido e da Dinamarca defenderam atualizar a Convenção para enfrentar a ascensão da direita populista; especialistas destacam riscos de desinformação e fraqueza do Estado de direito.

A pressão para revisar a Convenção Europeia de Direitos Humanos ganhou força nesta semana, com 27 países europeus pedindo uma reavaliação das normas. O objetivo é entender se o documento, criado para proteger direitos básicos, atrapalha políticas migratórias.

A posição foi acatada por organizações de direitos humanos e analistas. A Anistia Internacional chamou o movimento de recuo moral. O responsável europeu pelos direitos humanos alertou sobre a possibilidade de nascer uma “hora de hierarquia de pessoas”.

A polêmica tem raízes recentes. Em maio, nove Estados-membros da UE, entre eles Dinamarca, Itália e Polônia, publicaram uma carta afirmando que a convenção dificulta a soberania nacional e a deportação de criminosos. O texto aponta a necessidade de equilíbrio.

Quem fala pelo lado institucional é a autoridade europeia de direitos humanos. Em entrevistas, ele afirmou que a atualização da convenção pode criar expectativas ilusórias quanto ao fluxo migratório e à atuação dos tribunais nacionais. O objetivo é manter o devido processo legal.

Um relatório da Universidade de Oxford, divulgado nesta semana, analisa a cobertura da imprensa britânica sobre a convenção. O estudo aponta que a mídia, em muitos casos, apresenta relatos imprecisos sobre o impacto da convenção no controle de imigração.

A discussão envolve ainda a relação entre políticas de imigração e o papel do Tribunal Europeu de Direitos Humanos. A autoridade citada reforça que casos chegam ao tribunal apenas após esgotadas as opções nacionais, com salvaguardas que reduzem a intervenção externa.

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