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Camboja fecha fronteiras com Tailândia após confrontos mortais

Camboja fecha passagens de fronteira com a Tailândia após divergência sobre cessar-fogo; dezenas de mortos e deslocados, com suspensão de entradas e saídas

Camboja fecha passagens de fronteira com Tailândia devido a confrontos mortais
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  • Camboja fechou as passagens de fronteira com a Tailândia neste sábado, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que havia cessar-fogo; Bangkok contestou a declaração.
  • O conflito na fronteira de 800 quilômetros já deslocou cerca de meio milhão de pessoas e deixou pelo menos 25 mortos nesta semana, entre eles quatro soldados tailandeses.
  • Phnom Penh suspendeu imediatamente todos os movimentos de entrada e saída em todas as passagens fronteiriças entre os dois países.
  • Houve troca de acusações sobre ataques a civis: autoridades tailandesas disseram ter feridos por foguetes cambojanos e a Marinha tailandesa afirmou ter destruído duas pontes usadas para transportar armas.
  • O primeiro-ministro tailandês Anutin Charnvirakul disse que Trump não mencionou cessar-fogo e que não houve acordo, enquanto o premiê cambojano Hun Manet afirmou que o país prioriza meios pacíficos para resolver o conflito.

Neste sábado, o Camboja fechou as passagens de fronteira com a Tailândia após divergências sobre um suposto cessar-fogo. A medida ocorreu enquanto Washington contestava a afirmação de que houve acordo para encerrar os confrontos.

A violência na fronteira entre Camboja e Tailândia, que já envolve dezenas de ocorrências ao longo de 800 quilômetros, provocou deslocamentos de cerca de meio milhão de pessoas e deixou mortos em diferentes dias desta semana. O ministro do Interior cambojano anunciou a suspensão de todos os movimentos de entrada e saída em todas as passagens.

O episódio desta semana incluiu relatos de ataques a civis, com a Força Aérea tailandesa afirmando ter destruído pontes cambojanas usadas para transportar armas. Soldados de ambos os lados registraram ferimentos, e houve denúncias de minas na região fronteiriça.

Desdobramentos e reações

O premiê tailandês, Anutin Charnvirakul, afirmou que não houve confirmação de um cessar-fogo na conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump, na sexta-feira. Trump, por sua vez, elogiou a conversa com Anutin e Hun Manet e disse ter havido acordo para cessar disparos e retornar ao acordo de paz vigente.

O governo cambojano, por meio do ministro do Interior, sustentou que houve agravamento dos ataques das forças tailandesas contra infraestrutura e civis. Países da região, como Malásia, pediram a suspensão de hostilidades para evitar novas perdas.

Relatos de deslocados mostram famílias buscando abrigo temporário, com depoimentos que variam entre ceticismo sobre um novo acordo e desejo de fim imediato da violência. Em público, autoridades de ambas as nações reiteraram prioridade pela resolução pacífica.

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