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Estudantes ghaneses no Reino Unido enfrentam deportação por crise financeira

Grupo de cem doutorandos pede apoio a Downing Street e Keir Starmer para pressionar o governo ganense a quitar débitos de bolsas e mensalidades

The affected students are at institutions around Britain including University College London. Photograph: Maddie Red Photography/Alamy
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  • Grupo com mais de 100 doutorandos pediu ajuda de Downing Street e de Keir Starmer para convencer o governo ganense a quitar o backlog de mensalidades e subsistência, somando milhões de libras (£).
  • Relatos indicam deportação, despejo e empréstimos para sobrevivência entre estudantes, com algumas universidades tendo cancelado inscrições por não pagamento.
  • Instituições mencionadas no Reino Unido incluem University College London, Robert Gordon University, e as universidades de Nottingham, Bradford, Warwick, Lincoln e Liverpool.
  • Ghana herdou dívidas a instituições britânicas estimadas em £32 milhões; auditoria de bolsas está em curso e houve pausa em novas bolsas para o Reino Unido.
  • O registrador da secretaria de bolsas de Ghana informou que foram desenhados planos de pagamento com algumas instituições, mas alguns acordos foram rescindidos, e cerca de 30 estudantes não receberam pagamentos desde 2024.

O grupo de mais de 100 doutorandos ghaneeses que estudam no Reino Unido pediu ajuda a Downing Street e a Keir Starmer para pressionar o governo de Gana a quitar o backlog de mensalidades e auxílios de subsistência, que soma milhões de libras. A mobilização busca impedir deportações e preservar a continuidade dos estudos.

Os estudantes relatam situações graves: deportações impulsionadas pela retirada de registros pelas universidades por falta de pagamento, despejos de residências e necessidade de empréstimos para sobreviver. O grupo afirma que a crise afeta diversas universidades britânicas.

Situação atual da dívida e das negociações

Gana herdou dívidas com instituições britânicas estimadas em £ 32 milhões após a posse do novo governo em janeiro. Um processo de auditoria de bolsas está em curso, com pausa na concessão de novas bolsas ao Reino Unido. A Secretaria de Bolsas confirma acordos para pagamento, mas algumas universidades retiraram tais entendimentos.

Alex Kwaku Asafo-Agyei, responsável pela secretaria de bolsas em Acra, informou que houve plano de parcelas com algumas instituições após uma visita ao Reino Unido, mas que parte dos acordos foi rescindida. Ele não detalhou o montante quitado até o momento.

Segundo o grupo de estudantes, cerca de 30 doutorandos relatam que a secretaria não pagou as mensalidades desde 2024, com alguns impedidos de cerimônias de formatura, de apresentar trabalhos ou de acessar instalações. Diversos casos também envolvem atrasos superiores a três anos.

Os representados atuam em universidades britânas como University College London, Robert Gordon University (Aberdeen) e as de Nottingham, Bradford, Warwick, Lincoln e Liverpool. A situação tem gerado preocupação entre familiares no Ghana e entre as próprias instituições britânicas.

Bansah afirma que o governo atual já estava ciente do problema desde antes de tomar posse, mas não houve regularização das parcelas. O grupo aponta ainda que o governo segue concedendo bolsas a outros países, o que reforça o questionamento sobre prioridades.

Até o momento, não houve anúncio de novas medidas oficiais para quitar o déficit nem de datas de pagamento específicas. O caso permanece sob monitoramento das autoridades ghaneenses e das universidades afetadas, com pressão internacional para uma solução.

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