- Segundo o relatório Tendências mundiais da liberdade de expressão e do jornalismo: configuração num mundo de paz 2022/2025, a liberdade de expressão caiu aproximadamente dez por cento entre 2012 e 2024.
- Entre 2022 e 2025, morreram 185 jornalistas, um aumento de 67 por cento em relação aos quatro anos anteriores; neste ano, já foram registradas 91 mortes, com 85 por cento dos responsáveis impunes.
- A autocensura aumentou quase cinco por cento ao ano, somando 63 por cento de alta entre 2012 e 2024.
- Houve um crescimento de 48 por cento em ferramentas e normas de vigilância digital, aumentando a pressão sobre jornalistas, mídia e plataformas fora do controle estatal.
- O documento aponta que 72 por cento da população mundial vive sob regimes não democráticos, o maior nível desde 1978.
A UNESCO divulgou nesta segunda-feira (15) dados que indicam queda de cerca de 10% na liberdade de expressão global entre 2012 e 2024. O recuo é comparável a crises históricas, como as guerras do século XX, segundo o relatório Tendências mundiais da liberdade de expressão e do jornalismo: configuração num mundo de paz 2022/2025.
Entre 2022 e 2025, o estudo aponta 185 mortes de jornalistas, aumento de 67% frente aos quatro anos anteriores. Neste ano, já foram registradas 91 mortes, com 85% dos autores desses crimes não punidos. Autocensura também cresce, com +63% desde 2012, devido ao medo de retaliações.
Contexto e mecanismos de pressão
O relatório destaca elevação de 48% em ferramentas e normas de vigilância digital, com controles de conteúdo que amplificam a pressão sobre mídia e plataformas fora do alcance estatal. Além disso, aponta avanços de regras não democráticas, com 72% da população global sob regimes não democráticos, o maior índice desde 1978.
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