- Médicos residentes em Inglaterra vão fazer greve por cinco dias, começando na quarta-feira, marcando a 14ª paralisação desde março de 2023.
- A decisão ocorreu após a rejeição, em pesquisa da British Medical Association (BMA), da oferta do governo de ampliar vagas de formação sem aumentar salários neste ano financeiro.
- A paralisação ocorre durante a crise de inverno do NHS, agravada pela ainda ativa propagação da “super gripe”.
- Governo e BMA disputam publicamente, com Keir Starmer criticando a greve e o secretário de Saúde, Wes Streeting, afirmando que a greve pode levar ao colapso do NHS.
- O movimento aumenta a pressão sobre hospitais já afetados pela crise sazonal e pela tensão entre autoridades e a associação profissional.
Médicos residentes da Inglaterra vão manter greve por cinco dias a partir desta quarta-feira, após rejeitarem a última oferta do governo para encerrar a disputa salarial e de vagas. A paralisação chega na 14ª desde o início, em março de 2023, e afeta hospitais públicos de todo o país.
A proposta buscava ampliar o número de vagas de formação para permitir o início mais rápido de médicos na sua especialidade escolhida, mas não previa aumento de salários no atual exercício financeiro.
A greve ocorre em meio à crise de inverno do NHS, agravada pela chamada super gripe, que já dificulta o atendimento. Os hospitais enfrentam maior demanda e menor disponibilidade de pessoal.
Reação das partes
O governo e a BMA trocaram críticas públicas, com Keir Starmer apontando a gravidade do momento e o secretário de Saúde, Wes Streeting, dizendo que o movimento é decisivo para o NHS. O presidente da comissão de médicos residentes, Dr. Jack Fletcher, contestou as acusações e afirmou que a oferta é insuficiente.
Entre na conversa da comunidade