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Mulher que fugiu de estupro na RDC ganha cidadania britânica após recuo

Refugiada congolesa vence recurso e obtém cidadania britânica, primeira vitória sob nova política que rejeita entradas ilegais; convite para cerimônia em 8 de dezembro

The woman fled the Democratic Republic of the Congo 18 years ago. Recognised as a refugee, she was granted indefinite leave to remain six years later, her lawyer said. Photograph: Yui Mok/PA
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  • Mulher refugiada da República Democrática do Congo, que fugiu há 18 anos após violência e tortura, teve a cidadania britânica recusada por ingresso ilegal, sob a nova política.
  • Após recurso, o governo reverteu a decisão e concedeu a cidadania; recebeu convite para cerimônia em 8 de dezembro, a primeira vitória sob a nova política.
  • Ela tem três filhos britânicos, não tem antecedentes criminais e contribui com a comunidade como voluntária; a família vive no Reino Unido com residência indefinida há 12 anos.
  • O Ministério do Interior afirma que cada pedido é avaliado caso a caso; estima-se que cerca de 71 mil refugiados sejam afetados pela política anunciada em fevereiro.

Uma mulher que fugiu de violência extrema na República Democrática do Congo há 18 anos teve a cidadania britânica concedida após uma reversão do governo. Ela havia sido negada por ter entrado no Reino Unido de forma ilegal, conforme uma nova política anunciada em fevereiro. A decisão foi revertida após recurso e ela recebeu convite para a cerimônia de cidadania em 8 de dezembro, marcando a primeira vitória sob a nova regra.

A mulher, que não pode ser identificada, foi presa, estuprada e torturada no Congo devido à oposição política de seu marido ao governo. Ele acabou morto; ela escapou com a ajuda de um agente que forneceu passaporte falso. Ao chegar ao Reino Unido, pediu asilo e teve o pedido aceito, reconhecendo-se como refugiada. Ela tem três filhos britânicos, não possui antecedentes criminais e participa de atividades voluntárias na comunidade local.

Ela pagou cerca de 1.600 libras pela solicitação de cidadania e foi informada de que a decisão seria normalmente negada sob a nova política de bom caráter referente a entradas ilegais. Os advogados sustentaram que o tempo desde a entrada irregular deveria ser considerado e que a avaliação do governo seria incompatível com o direito internacional, que oferece proteção a refugiados que precisam de meios de fuga ilegais. O lançamento do recurso levou à mudança de posição do Home Office, que confirmou hoje a invited ceremony para 8 de dezembro.

Contexto da política e desdobramentos

A assessoria jurídica afirma que, mesmo após quase duas décadas, a situação demonstra impactos de medidas que afetam refugiados. A equipe legal destacou que a decisão reconhece a credibilidade do relato de perseguição da mulher e questiona a aplicação automática das regras de bom caráter. Segundo o governo, cada pedido é avaliado individualmente com base nas evidências apresentadas.

O caso também aponta para possíveis efeitos sobre outras pessoas nessa situação. A Refugee Council estima que ao menos 71 mil refugiados podem ser afetados pela política anunciada em fevereiro. O Home Office enfatizou que as decisões são tomadas com base em evidências específicas de cada caso.

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