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Número de mortos em ataque à festa judaica na Austrália chega a 16

Balanço em Bondi sobe para dezesseis mortos e quarenta hospitalizados após ataque terrorista durante Hanukkah; artefatos explosivos foram encontrados sem conclusão final

Atentado na Austrália. Foto: David Gray/AFP
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  • A polícia elevou para 16 o número de mortos e 40 hospitalizados após o ataque de domingo na praia de Bondi, em Sydney; não fica claro se o total inclui o atirador falecido.
  • O ataque ocorreu durante Hanukkah, no evento “Chanukah by the Sea”, com cerca de mil pessoas presentes.
  • As autoridades classificaram o ocorrido como ataque terrorista e disseram ter encontrado artefatos explosivos no veículo ligado ao atirador.
  • Ahmed al Ahmed, de 43 anos, foi reconhecido como o “herói” que enfrentou um dos atiradores e foi ferido.
  • O rabino Eli Schlanger morreu no ataque; manifestações internacionais condenaram o ato.

O ataque a tiros ocorreu no domingo na praia de Bondi, em Sydney, durante a celebração de Hanukkah, feriado judaico. Cerca de mil pessoas estavam presentes no evento Chanukah by the Sea quando o incidente aconteceu, por volta das 18h47 locais. A polícia descreveu o ato como terrorismo e informou que houve dezenas de feridos.

O balanço atualizado aponta 16 mortos e 40 hospitalizados. Não ficou claro se esse número inclui o atirador, que também morreu durante o ataque. Equipes de emergência passaram a checar estruturas e veículos ligados ao caso e encontraram artefatos explosivos improvisados.

Ahmed al Ahmed, de 43 anos, foi reconhecido por autoridades locais como herói por ter confrontado um dos atiradores e tomado a arma dele, salvando outras pessoas. O homem ficou ferido com dois tiros e foi hospitalizado, segundo a rede local 7News.

Entre as vítimas está o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, assistente no centro cultural judaico Chabad de Bondi, conforme relato de familiares à imprensa. Schlanger era pai de cinco filhos e sua morte gerou comoção entre comunidades locais e internacionais.

O ataque gerou condenação de autoridades e lideranças globais. O governo francês informou a morte de um cidadão, enquanto líderes de outros países também se pronunciaram em apoio à Austrália. Manifestações de repúdio foram reiteradas por representantes de várias nações.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, descreveu o ataque como um ato de maldade e antissemitismo, destacando a bravura de cidadãos que enfrentaram os atiradores. Ainda não há versões oficiais sobre motivação do crime, mas a polícia investiga possíveis ligações com propaganda extremista.

No dia seguinte, autoridades locais reforçaram operações de segurança na região de Nova Gales do Sul e continuavam a apurar detalhes da investigação, incluindo a identificação de todos os envolvidos e a determinação de uma possível ameaça residual.

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