- A Ucrânia renunciou formalmente à ambição de ingressar na Otan em troca de garantias de segurança ocidentais juridicamente vinculativas, para encerrar a guerra com a Rússia.
- Zelensky disse que as garantias dos EUA, da Europa e de parceiros são uma oportunidade real de segurança, substituindo a adesão à Otan.
- O governo ucraniano participa de negociações em Berlim com enviados dos EUA e aliados europeus, discutindo um plano de paz de vinte pontos e um cessar-fogo.
- A Rússia, liderada por Vladimir Putin, exige que a Ucrânia renuncie à Otan e retire tropas de Donbas, além de defender neutralidade e a não instalação de tropas da Otan.
- O encontro ocorre em meio a pressões dos aliados para fortalecer o suporte a Kiev, incluindo apoio financeiro e militar, diante de ataques russos contínuos.
A Ucrânia rompeu com a aspiração de ingressar na Otan em troca de garantias de segurança ocidentais juridicamente vinculativas, segundo afirmações do presidente Volodymyr Zelensky antes de reuniões em Berlim com enviados dos EUA. A mudança visa pôr fim ao conflito com a Rússia e substitui a adesão à aliança por um conjunto de garantias de segurança.
Zelensky destacou que as garantias oferecidas por Estados Unidos, Europa e parceiros são uma linha de proteção real, com respaldo também de Canadá, Japão e outros. O presidente informou que as garantias devem ter natureza vinculante e não apenas declarações políticas.
A posição representa uma evolução em meio ao conflito desde 2022, que já provocou mudanças profundas nas relações entre a Ucrânia e o Ocidente. Moscou condiciona reconhecimentos de neutralidade e retirada de tropas em parte do Donbas para qualquer acordo duradouro.
As discussões ocorrem enquanto Washington envia representantes próximos ao prisma de uma paz de 20 pontos, com perspectiva de cessar-fogo gradual. Recebem apoio de aliados europeus, reagentes às exigências russas de recuo de território e impossibilidade de bases da Otan no território ucraniano.
Em Berlim, Zelensky participa de encontros com diplomatas europeus e com representantes dos EUA. O objetivo é consolidar um marco de segurança que substitua a promessa de adesão à Otan por garantias legais que impeçam nova agressão.
O Kremlin comentou o contexto destacando que Kiev deveria abandonar a aspiração de ingressar na Otan. O porta-voz Dmitry Peskov criticou a leitura de ganhos estratégicos com as discussões, afirmando que tais avaliações desconsideram a história.
A cúpula em Berlim ocorre em meio a interrupções no fornecimento de energia e água na Ucrânia, ainda enfrentando consequências de ataques russos. Zelensky ressaltou que a Rússia busca prolongar a guerra e causar danos ao país.
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