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EUA e Europa prometem garantir a segurança da Ucrânia após cessar-fogo

Garantias de segurança semelhantes ao Artigo Cinco, com força multinacional europeia em Ucrânia, sob proteção dos EUA, fora da OTAN, e debate sobre zona desmilitarizada no Donbass

Marc Bassets
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  • EUA e europeus sinalizam disposição de oferecer garantias de segurança a Ucrânia para defesa futura, sem garantia de entrada imediata na OTAN.
  • O plano inclui a presença de uma força multinacional europeia em território ucraniano, sob proteção dos Estados Unidos, para air space e domínio marítimo, fora da OTAN.
  • Discute-se ainda a criação de uma zona desmil militarizada no Donbass e condições territoriais que Kyiv aceitaria apenas com garantias externas de proteção.
  • O presidente Vladimir Putin exige que a Ucrânia não ingresse na OTAN, hipótese que, segundo fontes norte-americanas, ele aceitaria a entrada na União Europeia; Zelenski busca correspondência com o Artigo Cinco.
  • As negociações em Berlim reuniram Zelenski, representantes dos EUA e líderes europeus; há divergências sobre concessões territoriais e o momento de implementação das garantias.

A Alemanha recebeu, nesta semana, uma proposta de garantias de segurança para a Ucrânia, com foco em proteger o país caso haja novo ataque russo no futuro. As propostas são apresentadas por Estados Unidos e governos europeus em Berlim, buscando evitar que a Ucrânia sofra novas invasões.

Zelenski indicou que quer proteção equivalente à da OTAN, enquanto os aliados estudam manter a entrada na aliança fora de vista, em troca de garantias. A ideia central envolve uma força multinacional europeia em território ucraniano, respaldada pelos EUA, dedicada a defender espaço aéreo e mar, sem tropas permanentes russas.

Nova configuração de segurança

As discussões também contemplateiam uma zona desmilitarizada no Donbass e possíveis cessões territoriais apenas com garantias externas de proteção contra retaliações. Putin pressiona por não entrada da Ucrânia na OTAN, porém, segundo fontes americanas, poderia aceitar a adesão à União Europeia.

Aspectos em aberto

A proteção estrangeira não incluiria presença de forças militares norte-americanas em solo ucraniano, segundo as informações veiculadas. As negociações apontam para um compromisso juridicamente vinculante que busque restaurar paz caso haja novo ataque. A ideia de uma zona desmilitarizada intensifica os impasses sobre territórios que Kiev estaria disposto a ceder.

Participantes e ritmo das negociações

Entre os participantes destacados, estiveram o chanceler alemão Friedrich Merz, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenski, além de representantes de França, Polônia, Itália e Reino Unido. O governo dos EUA não enviou assinatura definitiva ainda, mantendo a negociação em aberto quanto a prazos e condições.

Contexto estratégico

As conversas em Berlim ocorrem após semanas de discussão sobre um plano norte-americano, com envolvimento de assessores próximos de Trump, que busca termos que evitem repetidas invasões. O objetivo é moldar um entendimento para evitar que a paz seja definida sem a presença de Kiev e de seus aliados.

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