- O governo do Reino Unido afirma que permanece em conversas ativas com autoridades dos EUA sobre o acordo de prosperidade tecnológica entre os dois países, ainda que esteja suspenso.
- O acordo, avaliado como histórico, envolveria cooperação ampla no setor de tecnologia, mas foi colocado em pausa após EUA acusarem o Reino Unido de não reduzir barreiras comerciais, incluindo o DST (imposto sobre serviços digitais).
- A imprensa informou que as negociações estão estagnadas, conforme reportagem do New York Times, e que a Casa Branca e Downing Street não comentaram imediatamente.
- Paralelamente, as relações entre EUA e União Europeia também mostram tensões, com a administração de Donald Trump ameaçando sanções econômicas a firmas europeias caso haja recusa de recuo de medidas consideradas discriminatórias.
- Em resposta, a União Europeia defende que suas regras se aplicam de forma igualitária a todas as empresas, enquanto regulações e multas a grandes empresas de tecnologia continuam sendo tema de disputas entre EUA e UE.
O escritório de Keir Starmer afirmou que o Reino Unido permanece em “conversas ativas” com autoridades dos EUA sobre o acordo de 40 bilhões de dólares para cooperação na indústria tecnológica entre os dois países. O anúncio ocorreu após reportagem da BBC nesta terça-feira. O governo britânico diz que o acordo não está permanentemente atrasado.
Segundo a BBC, o premiê e representantes do Reino Unido reiteraram que negociações continuam em diversos níveis governamentais, apesar da pausa no acordo. O objetivo é fortalecer a colaboração entre empresas e entidades reguladoras dos dois países no setor de tecnologia. O tema ficou em suspenso após objeções dos EUA a barreiras comerciais britânicas.
O acordo, que já foi apresentado como histórico, ficou paralisado após críticas dos EUA sobre barreiras comerciais do Reino Unido, incluindo a digital services tax sobre empresas de tecnologia americanas e regras de segurança alimentar que limitam exportações agroalimentares. O impasse gerou incerteza sobre o avanço do pacto.
Tais entraves ocorreram em meio a tensões entre EUA e UE, com o governo americano anunciando medidas contra empresas europeias caso a UE não recupere condições consideradas favoráveis. A administração de Donald Trump têm sinalizado adoção de ferramentas para enfrentar o que classifica como discriminação.
Em resposta, a Comissão Europeia reiterou que suas regras se aplicam de forma igualitária a todas as empresas atuantes na região, sem discriminação. A posição foi divulgada ao NYT, enfatizando que a UE manterá a aplicação de seus padrões de forma neutra.
A tona do tema também envolve casos recentes envolvendo reguladores da UE, como a multa de 140 milhões de euros ao X (antigo Twitter) por violar regras de transparência do Digital Services Act. Reguladores europeus destacam maior disposição para investigar grandes plataformas.
Analistas dizem que o cenário mostra um momento de pressão regulatória global sobre gigantes de tecnologia, com atuação diferente entre EUA e UE. O impacto sobre acordos transatlânticos deve depender do andamento de negociações entre Reino Unido e EUA.
Entre na conversa da comunidade