- Ilhas Marshall lançou um programa de renda básica universal que entrega cerca de US$ 200 por pessoa a cada trimestre, com a primeira rodada no fim de novembro, via opções bancárias, cheque ou criptomoeda por carteira digital governamental.
- Aproximadamente sessenta por cento dos pagamentos da primeira rodada foram depositados em contas, enquanto cerca de 12 pessoas já aderiram à carteira digital, usand o dinheiro para necessidades básicas ou celebrações.
- O financiamento vem de um fundo fiduciário com ativos superiores a US$ 1,3 bilhão, com US$ 500 milhões adicionais prometidos até 2027, criado em acordo com os Estados Unidos.
- O governo já havia tentado lançar uma criptomoeda nacional em 2018 ( Sovereign ), mas o projeto foi interrompido após avisos do Fundo Monetário Internacional.
- Especialistas destacam que, apesar da inovação, a implementação baseada em blockchain enfrenta desafios de inclusão financeira e conectividade à internet, fundamentais para o alcance nacional.
Ações recentes marcam a primeira implementação de uma renda básica universal (UBI) nacional nas Ilhas Marshall, com pagamentos trimestrais de cerca de US$ 200 por pessoa. O programa oferece opções de recebimento via conta bancária, cheque ou criptomoeda por meio de uma carteira digital governamental. O objetivo é reduzir o custo de vida em um país de cerca de 42 mil habitantes.
O financiamento vem de um fundo fiduciário com o governo dos EUA, criado para compensar décadas de testes nucleares. O ativo total ultrapassa US$ 1,3 bilhão, com mais US$ 500 milhões prometidos até 2027. O governo afirma que a medida atua como rede de proteção social.
A primeira rodada de pagamentos ocorreu no fim de novembro. Cerca de 60% foram depositados em contas, e aproximadamente 12 pessoas já aderiram à carteira digital. A entrega também pode ocorrer via cheque ou por meio da criptomoeda estável na carteira governamental.
Entenda o pagamento e a implementação
A iniciativa busca cobrir áreas remotas, usando uma moeda digital estável atrelada ao dólar americano. A adoção da carteira digital visa superar limitações logísticas em ilhas dispersas. Especialistas destacam, no entanto, desafios de conectividade e inclusão financeira.
Desafios técnicos e de governança
A viabilidade de uma operação baseada em blockchain em um país com conectividade instável recebe ressalvas de especialistas. Eles ressaltam a necessidade de infraestrutura de internet estável e de ampla adesão, para evitar exclusão de parcelas da população.
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