- A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu à Organização das Nações Unidas que impeça qualquer derramamento de sangue na Venezuela e defenda a resolução pacífica de conflitos, após Washington anunciar bloqueio a navios-tanques de petróleo sancionados.
- Sheinbaum afirmou que o México rejeita interferência estrangeira independentemente de opiniões sobre Nicolás Maduro e ofereceu o país como espaço para negociações entre Venezuela e Estados Unidos.
- A China expressou apoio à Venezuela, afirmando que se opõe à intimidação unilateral e que defende a soberania do país.
- O Chile elegeu presidência de direita, com o presidente eleito José Antonio Kast dizendo que apoiará esforços para terminar o regime de Maduro, fortalecendo o alinhamento regional contra o governo venezuelano.
- A embaixada dos EUA em Quito informou presença temporária de pessoal da Força Aérea dos Estados Unidos em Manta, Equador; ataques a embarcações de tráfico de drogas no Pacífico leste e no Caribe deixaram mortos, com a destruição de várias embarcações e dezenas de vítimas desde setembro.
A presidentA mexicana, Claudia Sheinbaum, pediu à ONU que impeça qualquer derramamento de sangue na Venezuela. Ela condicionou a atuação da organização à busca pela resolução pacífica de conflitos, em meio a pressões do governo dos EUA sobre Caracas. A fala ocorreu após Washington anunciar o bloqueio de navios-tanque com petróleo venezuelano.
O governo dos Estados Unidos intensificou uma grande operação militar na região caribenha para combater o tráfico de drogas, segundo o governo norte-americano. Caracas vê a ação como tentativa de derrubar o presidente Nicolás Maduro e de tomar o petróleo venezuelano.
Sheinbaum afirmou que, independentemente de divergências sobre a liderança de Maduro, o México é contra interferência estrangeira. O país se colocou à disposição para facilitar diálogos entre Venezuela e Estados Unidos, defendendo desescalada.
Além disso, China manifestou apoio a uma solução pacífica, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores destacando o respeito à soberania. Pequim é um dos maiores compradores do petróleo venezuelano.
Paralelamente, o recém-eleito presidente chileno, José Antonio Kast, sinalizou apoio a esforços para encerrar o regime de Maduro, ampliando o suporte regional aos EUA. A posição ocorre em meio a debates sobre ações na região.
Em Quito, a embaixada dos EUA informou que militares aéros estadunidenses atuam temporariamente no porto de Manta, no Pacífico equatoriano, em cooperação com a força aérea local. O texto não detalhou números de pessoal ou equipamentos.
Na esteira de operações internacionais, a Marinha dos EUA confirmou ataques a três embarcações ligadas ao tráfico de drogas no Pacífico leste. O Ministério da Defesa dos EUA afirma que os ataques visam interromper a produção e o transporte de drogas.
Desde setembro, a atividade militar norte-americana na região aumentou, com destruição de dezenas de embarcações pequenas e dezenas de mortes atribuídas a esses confrontos. As ações são alvo de críticas e de debates sobre legalidade e consequências humanitárias.
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