- Coalizão de mais de trinta países aprovou a criação da Comissão Internacional de Reivindicações, supervisionada pelo Conselho da Europa, para avaliar danos na Ucrânia causados pela Rússia; ainda não há definição de fonte de financiamento.
- O Registro de Danos para a Ucrânia recebeu quase oitenta e cinco mil reivindicações de reparação por danos, incluindo deportações de crianças e destruição de sites religiosos.
- O custo estimado da reconstrução de Kiev nos próximos dez anos é de US$ 524 bilhões, segundo o Banco Mundial.
- A União Europeia anunciou o congelamento indeterminado de cerca de US$ 247 bilhões em ativos russos para financiar a Ucrânia.
- Zelenski sinalizou concessões condicionais em troca de garantias legais, enquanto negociações sobre garantias de segurança e a possível adesão da Ucrânia à OTAN seguem, com uma força multinacional liderada pela Europa em discussão.
A coalizão de mais de 30 países aprovou a criação de um International Claims Commission, supervisionado pelo Conselho da Europa, para avaliar as reivindicações de reparação decorrentes da guerra entre Rússia e Ucrânia. O financiamento do mecanismo ainda não foi definido.
O Registro de Danos da Ucrânia registrou quase 85 mil solicitações de indenização apresentadas por pessoas, organizações e entidades públicas, cobrindo danos como deportações de crianças, destruição de sítios religiosos e violência sexual. O Banco Mundial estima que Kiev precise de pelo menos US$ 524 bilhões para reconstrução nos próximos anos.
O objetivo da nova comissão é validar as reivindicações para que os pagamentos saiam da Rússia, mas os mecanismos de financiamento permanecem em negociação entre as partes, com apoio de aliados. Espera-se que a iniciativa consolide o tratamento das indenizações em meio ao conflito.
Avanços na pauta de segurança e financiamento
A União Europeia anunciou o congelamento indefinido de cerca de US$ 247 bilhões em ativos russos, com a finalidade de financiar o esforço de guerra da Ucrânia. Moscou classificou o movimento como ilegal e afirmou que responderá.
Volodymyr Zelenskiy ressaltou que crimes de guerra devem ter consequências, afirmando que não basta pressionar pela suspensão do conflito sem garantias legais. O presidente ucraniano enfatizou a necessidade de regras no cenário internacional.
Negociações envolvendo EUA, Ucrânia e aliados europeus avançam para definir garantias de segurança e a possível criação de uma força multinacional liderada pela Europa. Detalhes sobre participação de países devem ser divulgados após cessar-fogo.
Zelenskiy sinalizou concessões condicionais em troca de garantias legais, incluindo apoio militar robusto dos EUA e da UE. Por outro lado, a Rússia permanece reticente a qualquer acordo que envolva tropas da OTAN no território ucraniano.
As discussões destacam dois pontos centrais: a adesão da Ucrânia à OTAN e as garantias de segurança, além de possíveis alterações fronteiriças. Até o momento, Kyiv não cedeu em relação a território, enquanto Moscou mantém posição firme.
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