- Gaza tem cerca de setenta por cento dos edifícios danificados ou destruídos, quarenta por cento dos residentes deslocados e a reconstrução está estimada em mais de US$ 70 bilhões.
- A RAND propõe uma visão espacial de reconstrução para Gaza, com seis setores (transporte, energia, água, urbanismo, governança e meio ambiente) e camps temporários “orientados ao futuro”, além de plataformas de coordenação entre doadores para evitar atrasos.
- Desafios práticos incluem 68 milhões de toneladas de escombros, restos humanos, restrições de materiais de construção e questões de propriedade que precisam ser resolvidas antes de erguer novas comunidades.
- A ocupação provisória de moradias para até 1,5 milhão de deslocados é prevista, com camps planejados para evoluir para bairros permanentes e a requalificação de áreas parcialmente habitáveis.
- O financiamento e a gestão são críticos: bilhões de dólares devem chegar, mas exigem governança forte, coordenação entre doadores e programas de treinamento da mão de obra, com possível atuação de trabalhadores internacionais.
Destruição em Gaza atinge cerca de 70% dos edifícios, com 90% da população deslocada e infraestrutura devastada. O custo estimado para reconstrução supera US$ 70 bilhões, conforme avaliações internacionais.
A RAND, em colaboração com planejadores israelenses, palestinos e dos EUA, apresenta uma visão espacial para Gaza e a Cisjordânia. O plano divide a recuperação em seis setores: transporte, energia, água, urbanismo, governança e meio ambiente.
A análise sustenta que a reconstrução não deve limitar-se a recuperar o que houve, mas moldar uma região moderna e sustentável. A implementação dependerá de financiamento, coordenação de doadores e governança eficaz.
Visão espacial e fases da recuperação
O relatório propõe corredores de infraestrutura e centros de contribuição para o planejamento, com foco em reduzir atrasos e ampliar a participação internacional. A coordenação entre atores转 será essencial para evitar gargalos.
Entre os desafios, destaca-se a gestão de escombros e a prioridade de abrigos temporários. São previstos acampamentos “future-oriented” que evoluam para bairros permanentes, conectados a cidades vizinhas.
A limpeza de escombros envolve riscos, manutenção de áreas perigosas e remoção de munições não detonadas. Técnicas modernas, como mapeamento de riscos com IA, podem acelerar o processo.
Habitação e materiais de construção
Mais de 1,5 milhão de pessoas podem precisar de abrigo provisório durante a reconstrução. A proposta é evitar acampamentos genéricos, criando habitação temporária com ligações a redes de água, energia e transporte.
Limitar o acesso a materiais de construção foi um entrave histórico. A recuperação exige revisão de políticas para permitir insumos essenciais, com controles de segurança e governança transparentes.
A gestão financeira e contratual é vital. Doadores e investidores devem usar plataformas de coordenação para monitorar fluxos de dinheiro, prazos e desempenho de grandes contratos com empresas internacionais.
Força de trabalho e capacitação
A reconstrução demandará engenheiros, operários, contadores e planejadores. A capacidade produtiva local foi severamente afetada pela guerra; programas de formação e contratação internacional serão determinantes.
O texto recomenda programas de formação vocacional e logística de trabalhadores estrangeiros, com alojamento próximo a operações para facilitar a transição das obras.
A reconstrução em Gaza envolve riscos, mas também oportunidades de reorganizar infraestrutura, habitação e governança. O sucesso depende de planejamento, cooperação internacional e execução eficaz.
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