- A Corte de Apelação em Roma adiou pela terceira vez a decisão sobre a extradição de Carla Zambelli, para o dia 20 de janeiro.
- O adiamento ocorreu porque a defesa pediu tempo e a audiência recebeu novos documentos, após dois adiamentos anteriores.
- Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ e fugiu para a Itália, onde é considerada foragida.
- A justiça italiana manteve a prisão durante o processo, citando risco de fuga, e a defesa informou condições de detenção na Colmeia, penitenciária do Distrito Federal.
- Caso surjam novos elementos, pode haver nova audiência; a decisão final depende de recursos na Corte de Cassação e, por fim, do ministro da Justiça.
A Corte de Apelação de Roma adiou pela terceira vez a decisão sobre a extradição de Carla Zambelli para o Brasil. O pedido foi feito pela defesa da ex-deputada e a sentença deve sair no dia 20 de janeiro.
Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ. Ela fugiu para a Itália, onde está presa desde julho, sob risco de fuga caso volte ao Brasil. A defesa sustenta perseguição política.
A audiência desta quinta avaliou documentos enviados pelo STF e pela AGU à Justiça italiana. A defesa pediu liberdade ou prisão domiciliar, mas a corte manteve a custódia, citando perigos de fuga.
A documentação brasileira detalha que, se extraditada, a ex-deputada ficará na Colmeia, penitenciária do Distrito Federal. Moraes anexou laudos mostrando que as condições carcerárias no Brasil atendem padrões de saúde e segurança.
A defesa argumenta que Zambelli não deve ser extraditada, enquanto a acusação brasileira afirma a necessidade de cumprir a sentença. Caso haja nova contestação, pode haver nova audiência para análise dos documentos.
Na prática, o processo segue etapas: nova decisão da Corte de Apelação, recurso à Corte de Cassação e, finalmente, decisão do ministro da Justiça, Carlo Nordio, sobre a extradição.
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