- Milhares saíram às ruas em Buenos Aires nesta quinta-feira, 18, para protestar contra a reforma trabalhista de Milei, convocada pela CGT.
- O projeto, que o Senado começou a discutir, limita o direito à greve, reduz indenizações e permite uma jornada de trabalho de 12 horas diárias.
- Sindicatos realizaram greve e ações de força, incluindo paralisações de controladores aéreos, com denúncias de bloqueios policiais para dificultar caravanas de manifestantes.
- O governo afirma que a legislação atual paralisa contratações e que as mudanças vão dinamizar o mercado de trabalho formal, reduzindo encargos e flexibilizando contratos.
- Opiniões de sindicalistas citam riscos de enfraquecer a defesa dos trabalhadores; críticos também afirmam que a lei favorece empresários.
Milhares de argentinos saíram às ruas nesta quinta-feira em Buenos Aires para protestar contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei. A manifestação foi convocada pela CGT, com apoio de sindicatos, e teve como foco as mudanças anunciadas no mercado de trabalho.
Ato contou com críticas diretas à limitação do direito de greve, à redução de indenizações e à possibilidade de jornada de 12 horas. Sindicatos argumentam que o texto favorece empregadores e enfraquece a força coletiva dos trabalhadores.
O governo defende a reforma como medida para dinamizar a economia, reduzindo encargos e flexibilizando contratos, diante de um mercado com elevada informalidade e sinais de recessão.
Desdobramentos e participação
Conforme relatos de participantes, houve greve de controladores aéreos e outras ações de paralisação entre setores, com adesões diversas. A CGT informou que houve tentativas de bloquear caravanas, alegando obstrução policial para limitar a mobilização.
Em entrevista à AFP, trabalhadores criticaram o equilíbrio entre empresários e trabalhadores, destacando a percepção de desigualdade na condução da reforma. A avaliação comum é de que as mudanças podem favorecer contratos mais frágeis.
O Senado iniciou, no dia anterior, a discussão sobre o tema, ampliando o escrutínio político e a pressão de trabalhadores. As próximas etapas dependem de emendas e de eventual acordo entre o governo e as bancadas.
As informações são baseadas em declarações de sindicalistas, autoridades do governo e observadores, sem veiculações de opiniões. As fontes citadas não representam endossos de veículos de imprensa.
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