- IPC afirma que não há mais fome classificada em Gaza, mas quase um em oito enfrenta carência alimentar.
- A situação segue crítica, agravada por inundações de inverno e frio.
- Cerca de 1,6 milhão de pessoas podem chegar a níveis de “crise” de fome nos próximos quatro meses.
- O cessar-fogo mediado pelos EUA ficou frágil, e os bombardeios e ataques continuam, com aid entry ainda limitada.
- Se o acordo romper, a Gaza pode voltar a enfrentar fome generalizada; o quadro envolve a comunidade humanitária e a ONU.
A agência da ONU afirmou que a fome deixou de ser declarada em Gaza, mas a situação alimentar continua crítica. O relatório aponta que quase 1 em cada 8 pessoas enfrenta carência de alimentos, agravada pelas cheias de inverno e pelo frio intenso.
O monitoramento IPC indica que o fim da classificação de fome não elimina o risco. A região segue em estado de emergência, com habitações precárias e infraestrutura danificada desde anos de conflito.
Apesar de a entrada de ajuda ter aumentado desde o cessar-fogo mediado pelos EUA em outubro, as operações de assistência permanecem restritas e inconsistentes, segundo a ONU.
Situação alimentar e clima
Mais de 1,6 milhão de pessoas devem enfrentar níveis de fome classificados como “crise” nos próximos quatro meses, caso o cessar-fogo sofra contornos de ruptura.
A avaliação enfatiza que, mesmo com evolução positiva em comparação a agosto, o território permanece vulnerável a choques climáticos, como inundações e quedas de temperatura, que elevam a mortalidade infantil e doenças relacionadas à higiene.
Organizações humanitárias descrevem o cenário como precário, com centenas de milhares abrigados em tendas e barracas. O risco de surtos de doenças permanece alto devido às condições de abrigo.
Força de operação e resposta internacional
O cessar-fogo continua frágil, com ataques quase diários e acusações mútuas de violações entre as partes. A comunidade internacional tenta avançar para a segunda fase do acordo, que prevê retirada parcial de território e uma autoridade transitória.
Representantes dos EUA devem manter reuniões em Miami com autoridades do Qatar, Egito e Turquia para detalhar passos rumo à segunda etapa do acordo. Ainda não há consenso sobre o cronograma ou responsabilidades.
O governo de Israel nega fome generalizada em Gaza e sustenta que houve melhoria na passagem de ajuda, enquanto críticas de organizações humanitárias destacam entraves na entrega de suprimentos, inclusive de itens básicos.
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