- O Congresso aprovou a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein; Trump a sancionou em 19 de novembro, com prazo de 30 dias para divulgação.
- A divulgação esperada inclui documentos não classificados sobre Epstein, Ghislaine Maxwell e pessoas envolvidas, com o dia final nesta sexta-feira.
- Em julho, o Departamento de Justiça e o FBI disseram não ter encontrado novas evidências que justifiquem novas publicações ou acusações.
- A liberação pode envolver figuras da política, dos negócios e do entretenimento, incluindo antigos vínculos de Trump com Epstein.
- A oposição pediu auditoria independente para checar suposta manipulação dos arquivos; o governo afirma já ter divulgado milhares de páginas e pedido novas investigações.
O Congresso dos EUA aprovou uma lei de transparência que obriga o governo a tornar públicos os documentos do caso Epstein. O prazo para divulgação termina nesta sexta-feira, 19 de novembro, e o Departamento de Justiça tem 30 dias para cumprir. O governo de Donald Trump, que inicialmente resistiu, deve publicar o material ao longo do dia.
A divulgação é vista como oportunidade para esclarecer as acusações e pressionar figuras associadas ao financista. Epstein, condenado em 2008 por aliciar menores, foi encontrado morto na prisão em 2019, antes de iniciar novo julgamento. Maxwell cumpre pena de 20 anos, ligada aos desdobramentos do caso.
A lei, aprovada pelo Congresso, determina que o DOJ divulgue todos os documentos não classificados envolvendo Epstein, Maxwell e demais envolvidos nos processos judiciais. Em julho, o FBI e o DOJ anunciaram que não havia evidências que justificassem novas acusações ou divulgação adicional.
Mudança de tema e desdobramentos
Antes, Trump havia minimizado o tema, orientando apoiadores a deixar o assunto para trás. A Casa Branca afirmou que o governo anterior já havia divulgado milhares de páginas e incentivado novas investigações sobre eventuais aliados democratas.
A divulgação pode incluir materiais com figuras associadas ao entorno de Epstein, incluindo empresários, políticos e celebridades. Entre os citados estão ex-presidentes, nomes da indústria e personalidades do entretenimento, com variados níveis de proximidade a Epstein.
Críticos da oposição temem possível manipulação dos arquivos antes da publicação. Dois senadores democratas enviaram carta ao inspetor-geral do DOJ pedindo auditoria independente para confirmar integridade e ausência de ocultação de informações.
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