- Forças americanas atingiram mais de 70 alvos no centro da Síria nesta sexta-feira, com aviões, helicópteros de ataque e artilharia.
- O Centcom informou que foram usadas mais de 100 munições de precisão contra infraestruturas e depósitos do Estado Islâmico.
- Desde Palmira, dez operações na Síria e no Iraque resultaram na morte ou detenção de 23 efetivos terroristas.
- O presidente Donald Trump classificou a ofensiva como uma represália muito séria pelo atentado que matou três americanos.
- Em Palmira, morreram dois sargentos da Guarda Nacional de Iowa e Ayad Mansoor Sakat, intérprete de Michigan; a Síria disse estar comprometida em combater o Estado Islâmico e impedir refúgios seguros.
Foi registrado nesta sexta-feira um ataque dos Estados Unidos contra alvos no centro da Síria. Mais de 70 objetivos foram atingidos por aviões de combate, helicópteros de ataque e artilharia, em retaliação ao atentado em Palmira que deixou três americanos mortos. A operação envolveu o uso de mais de 100 munições de precisão contra infraestrutura e depósitos do Estado Islâmico.
O comando Central dos EUA, o Centcom, informou que a ofensiva ocorreu em múltiplas localidades da região central síria. A ação visa interromper capacidades do grupo extremista e impedir novas operações contra civis e tropas. As autoridades destacaram que a ação é parte de uma série de respostas a ataques recentes.
Operação e resultados
Segundo o Centcom, desde o ataque de Palmira, forças americanas e aliadas realizaram dez operações na Síria e no Iraque, com o objetivo de neutralizar membros da organização e impedir a sua logística. Em comunicado, a defesa norte‑americana afirmou que 23 terroristas foram mortos ou detidos nesses desdobramentos.
Nas informações divulgadas, o almirante Brad Cooper afirmou que as ações continuarão até desmantelar as redes do Estado Islâmico e proteger aliados na região. A nota acrescentou que a investida atual é parte de uma resposta contínua a ameaças à segurança dos EUA.
Contexto e desdobramentos
Entre as vítimas de Palmira estavam dois sargentos da Guarda Nacional de Iowa, William Howard e Edgar Torres Tovar, além de Ayad Mansoor Sakat, civil de Michigan que trabalhava como intérprete. O incidente gerou decisão de resposta dos EUA, destacando a continuidade de operações contra o EI na Síria e no Iraque.
O Ministério das Relações Exteriores da Síria informou que o país permanece comprometido a combater o Estado Islâmico e a impedir refúgios seguros no território. A nota também reiterou a cooperação síria com coalizões internacionais contra o grupo.
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