- EUA propõem novo formato de negociações presenciais entre Ucrânia e Rússia em seis meses, em Miami, com possível participação de representantes europeus.
- Nova rodada envolve Witkoff e Kushner, com encontros já realizados com Umerov e representantes da França, Reino Unido e Alemanha; a participação direta de europeus é novidade.
- Zelensky pediu maior pressão sobre a Rússia, mencionando possibilidade de ampliar armas e sanções, e afirmou que os EUA têm peso para persuadir Moscou.
- Em meio às conversas, o emissário russo Kirill Dmitriev se dirige à Flórida; Putin disse que a “bola está no campo de Kiev e de seus aliados europeus”.
- O conflito segue com novos ataques russos a Odessa, incluindo incêndio em um grande terminal de óleo vegetal e a morte de um funcionário.
Os Estados Unidos propuseram um formato de negociações presenciais entre Ucrânia e Rússia, com possível participação europeia, a ser realizado em Miami dentro de seis meses. A ideia envolve um formato Ucrânia-EUA-Rússia, com a participação de representantes europeus segundo o que afirmou Volodymyr Zelensky.
O líder ucraniano afirmou que Washington precisa exercer mais pressão sobre a Rússia para abrir caminho diplomático. Zelensky mencionou a possibilidade de ampliar sanções e fornecer mais armas, ressaltando que apenas os EUA teriam influência suficiente para persuadir a Rússia. O emissário russo Kirill Dmitriev confirmou trâmites para a Flórida, onde já trabalham equipes ucranianas e europeias.
Witkoff e Kushner reuniram-se na sexta-feira, próximo a Miami, com Rustem Umerov, o chanceler ucraniano, e representantes da França, Reino Unido e Alemanha. A participação direta de europeus é novidade frente a encontros anteriores em Genebra, Miami e Berlim, que ocorreram apenas entre ucranianos e americanos.
Zelensky destacou que o formato proposto depende de resultados das negociações já realizadas e mencionou a necessidade de considerar as possibilidades de garantias de segurança ocidentais. Em paralelo, Putin afirmou que a “bola está no campo de Kiev e de seus aliados europeus” e que a Rússia já aceitou compromissos nas negociações com os EUA.
O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, externou cautela, afirmando que nenhum acordo pode ser imposto a Ucrânia ou à Rússia. Segundo ele, ambos precisam estar dispostos a chegar a um acordo, sem pressões externas.
Novos ataques russos seguem ocorrendo na Ucrânia. Odessa e arredores foram alvo de bombardeios, com grande incêndio em um terminal de óleo vegetal, resultando em uma morte. Imagens de bombeiros e chamas foram divulgadas pela imprensa internacional.
Novo movimento diplomático
A iniciativa de incluir representantes europeus e a realização da reunião em Miami marcam uma mudança significativa no desenho das negociações. As informações indicam que a evolução depende do andamento das conversas já iniciadas entre Kiev, Washington e Moscou.
Contexto de tensões
Ao longo de quase quatro anos, as negociações para interromper os confrontos se intensificaram recentemente. O status dos acordos envolve concessões territoriais pela Ucrânia em troca de garantias de segurança ocidentais, segundo relatos de Zelensky.
Situação no terreno
Enquanto o quadro diplomático avança, a atividade militar continua. Além de ataques em Odessa, a cidade de outros pontos da Ucrânia também tem registrado avanços táticos e quedas de infraestrutura, conforme relatos de autoridades locais e veículos de imprensa.
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