- Dinamarca anunciará a convocação do embaixador dos Estados Unidos após Donald Trump nomear um enviado especial para Groenlândia.
- O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, afirmou estar “profundamente irritado” com a nomeação e disse que buscará explicações junto ao embaixador norte-americano.
- Trump nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para Groenlândia, alegando que a região é essencial para a segurança nacional.
- A Groenlândia, com 57 mil habitantes, quer em sua maioria a independência do Reino da Dinamarca, mas não deseja tornar-se parte dos Estados Unidos.
- Líderes dinamarqueses e groenlandeses reiteraram que a Groenlândia não está à venda e que caberá aos groenlandeses decidir seu futuro, em meio a tensões sobre interesses estratégicos no Ártico.
Denmark deve convocar o embaixador dos EUA após o anúncio de Donald Trump de nomear um enviado especial para Groenlândia, território autônomo sob a soberania dinamarquesa. A medida ocorre em meio a tensões sobre a possível anexação da região.
O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, disse estar “profundamente irritado” com a nomeação e afirmou que o ministério chamará o embaixador americano nos próximos dias para obter explicações. A decisão simboliza a discordância de Copenhague com a iniciativa.
Trump indicou, no início desta segunda-feira, Jeff Landry, governador da Louisiana, como enviado especial para Groenlândia, alegando que a região é crucial para a segurança nacional. Landry respondeu, em rede social, que é uma honra servir de forma voluntária para aproximar Groenlândia dos EUA.
Contexto estratégico
A Groenlândia abriga recursos valiosos e está situada entre América do Norte e Europa, em região de crescente interesse de EUA, China e Rússia no Ártico. O território tem grande importância geopolítica pela proximidade de rotas marítimas e pela defesa regional.
Quase 57 mil pessoas vivem na Groenlândia, e pesquisa divulgada em janeiro mostra que a maioria prefere a independência em relação a Dinamarca, sem apoio a adesão aos EUA. Líderes dinamarqueses reiteram que o território não está à venda e decidirá seu futuro de forma soberana.
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