- Niigata aprovou apoio ao governador para retomar as operações da usina Kashiwazaki-Kariwa, da Tokyo Electric Power Company (Tepco).
- A Tepco cogita reabrir o primeiro reactor em 20 de janeiro, com novas unidades previstas até 2030.
- Kashiwazaki-Kariwa é a maior usina nuclear do mundo, com capacidade total de 8,2 gigawatts, e estava fechada desde o desastre de 2011.
- Há protests e divisão na comunidade: cerca de 300 manifestantes e pesquisa local apontando que 60% dos moradores não confiavam nas condições para a retomada.
- Autoridades destacam segurança e pretendem reduzir dependência de combustíveis fósseis, além de impactos na conta de luz no longo prazo.
Nesta segunda-feira, Niigata aprovou o apoio ao governador para retomar as operações da usina Kashiwazaki-Kariwa. A medida visa permitir a retomada sob gestão da Tepco, buscando ampliar a participação da energia nuclear na matriz japonesa.
O complexo, localizado a cerca de 220 km a noroeste de Tóquio, ficou fechado após o desastre de 2011 em Fukushima. Caminha para reiniciar com foco na redução do uso de combustíveis fósseis importados.
A Tepco planeja reabrir o primeiro reactors em 20 de janeiro, com novas unidades previstas até 2030. A decisão ocorre pese a forte oposição local, com protestos e opiniões divergentes na região de Niigata.
Contornos da decisão
A votação da assembleia de Niigata confirmou o apoio ao governador Hideyo Hanazumi, que já havia sinalizado favoravelmente à retomada. A sessão ocorreu sem unanimidade e expôs tensões entre moradores e autoridades.
Forçados a lidar com relatos de insegurança, cerca de 300 manifestantes permaneceram do lado de fora, exibindo faixas contrárias à retomada. O medo de riscos permanece presente entre parte da população.
A Tepco destacou o compromisso com a segurança e ressaltou investimentos anunciados para a região, incluindo aportes significativos nos próximos anos. A empresa afirma manter vigilância para evitar repetição de acidentes.
Contexto e próximos passos
A capacidade total da Kashiwazaki-Kariwa é de 8,2 GW, suficiente para abastecer milhões de residências. A retomada seria gradual, com a primeira unidade de 1,36 GW prevista para operar em breve, e outra igual prevista para 2030.
Estudos de opinião revelam ceticismo entre moradores. Em pesquisa municipal, parcela significativa teme que as condições para a retomada não tenham sido plenamente atendidas, acentuando o atrito local.
O processo envolve ainda avaliações regulatórias, inspeções técnicas e conversas com comunidades, antes de qualquer início efetivo de funcionamento. A continuidade dependerá de padrões de segurança e aceitação pública.
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