- Os Estados Unidos afirmam precisar da Groenlândia por segurança nacional e indicam Jeff Landry como enviado especial, posição divulgada após o anúncio de novo foco político neste ano.
- A Dinamarca convocou o embaixador dos EUA após a nomeação, classificada como inaceitável, e reiterou que respeita a integridade territorial do país.
- Jeff Landry, governador da Louisiana, disse que pretende conciliar o cargo voluntário com a função de governador, e que a Groenlândia deve fazer parte dos Estados Unidos.
- Líderes da União Europeia mostraram solidariedade à Dinamarca, enfatizando a soberania e a integridade territorial e destacando a importância da segurança no Ártico.
- A Groenlândia mantém autonomia desde dois mil e dez e rejeita a anexação pelos Estados Unidos; a Dinamarca tem aumentado investimentos na região, com apoio local à autodeterminação.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos precisam da Groenlândia por segurança nacional e nomeou Jeff Landry como enviado especial para tratar do território, sob controle dinamarquês. A declaração ocorreu durante uma conferência em Mar-a-Lago, onde também mencionou a construção de novas embarcações de guerra.
Desde o início do ano, Washington vem manifestando interesse na Groenlândia, alegando razões de segurança. A Dinamarca e o governo autônomo da Groenlândia reagiram, recebendo apoio externo e investimentos da Dinamarca.
A Dinamarca informou que vai convocar o embaixador dos EUA após a nomeação de Landry, considerando a decisão inaceitável. Copenhague pediu respeito à integridade territorial dinamarquesa.
Reações diplomáticas
Lars Lokke Rasmussen, ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, pediu que os EUA respeitem a soberania do país. Líderes da UE, incluindo António Costa e Ursula von der Leyen, manifestaram solidariedade à Dinamarca e à Groenlândia.
O território ártico tem 57 mil habitantes, 2,1 milhões de km² e 80% de gelo permanente. A economia depende da pesca e de apoio dinamarquês que cobre grande parte das despesas. A Groenlândia tem autonomia desde 2010 e, em pesquisas, sua população não tem apoio amplo à anexação pelos EUA.
A Dinamarca tem aumentado investimentos militares e econômicos na Groenlândia nos últimos meses. A região permanece sob governo de coalizão que sustenta o caminho pró-autonomia, com rejeição local à anexação pelos EUA.
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