- Em 2025, o conflito entre Índia e Paquistão ganhou intensidade após o ataque a 26 turistas na Caxemira em abril, com ataques aéreos e suspensão de diálogo; houve cessar-fogo em maio, mas tensão persiste.
- Em setembro, o primeiro-ministro do Nepal, K. P. Sharma Oli, deixou o cargo, dando lugar a um governo interino que se prepara para eleições em março.
- As relações entre Estados Unidos e Índia pioraram, com tarifas e pressão sobre o petróleo russo, mas houve cooperação em defesa, espaço e aplicação da lei; expectativa é de esforço para reconciliação em 2026.
- A crise de refugiados afegãos se intensificou, com quase 2,8 milhões de pessoas retornando ao Afeganistão em 2025, incluindo mais de 1,3 milhão deportados; julho registrou grande fluxo migratório.
- No Paquistão, o general Asim Munir ganhou poder sem precedentes, sendo promovido a marechal e a uma emenda constitucional que criou o cargo de chefe das forças de defesa, com imunidade vitalícia e mandato até 2030.
Ao longo de 2025, a região do Sul da Ásia enfrentou turbulência em várias frentes, incluindo terrorismo, crises migratórias e tensões entre potências. O ano foi marcado por ataques a turistas na região de Kashmir, ofensivas aéreas entre Índia e Paquistão e interrupção do diálogo diplomático, além de mudanças políticas relevantes no Nepal e no Paquistão.
A escalada entre Índia e Paquistão ocorreu após o ataque a turistas em Kashmir, em abril, atribuído pela parte indiana a atuação de militantes ligados ao Paquistão. Em resposta, ocorreram ataques aéreos mútuos e operações de drones, levando o país a um dos momentos mais críticos desde 1971. Em maio, um cessar-fogo instaurou-se, porém as relações permanecem tensas e o diálogo está praticamente interrompido.
Nepal e refugiados afegãos
Em setembro, a oposição ao governo de Nepal resultou na demissão do primeiro-ministro, preparando o terreno para eleições previstas para março. O estopim foi a insatisfação com restrições políticas, econômicas e corrupção, segundo relatos locais.
Paralelamente, a crise afegã ganhou contornos amplos, com quase 2,8 milhões de afegãos retornando a Afghanistan em 2025, vindos principalmente de Irã e Paquistão. Devoluções em massa e a pressão sobre países de acolhimento destacaram a dimensão humanitária do problema.
Poder militar no Paquistão
No Paquistão, o chefe do Exército, Asim Munir, ampliou sua influência de forma sem precedentes. Em maio, Munir foi promovido a marechal de campo, uma honraria rara. Em novembro, entrou em vigor uma emenda constitucional que criou o cargo de chefe de defesa, exercido em conjunto pelo presidente das forças armadas, com imunidade vitalícia e extensão do mandato até 2030.
A mudança constitucional reforça o papel das Forças Armadas na condução de políticas estratégicas, ao passo que o país enfrenta tensões entre governo civil e alicerces militares. A imagem internacional do Paquistão também é afetada pela evolução institucional no contexto regional.
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