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Europa critica EUA por negar vistos a ativistas de combate à desinformação

UE, França e Alemanha condenam a proibição de vistos a europeus que combatem desinformação, dizendo que medidas agravam tensões e prejudicam cooperação

FILE PHOTO: European Union flags flutter outside the European Commission headquarters in Brussels, Belgium, June 5, 2020. REUTERS/Yves Herman/File Photo
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  • A União Europeia, a França e a Alemanha condenaram a proibição de vistos dos Estados Unidos para europeus que atuam no combate à desinformação e ao discurso de ódio.
  • O governo americano, sob Donald Trump, vetou vistos de cinco cidadãos europeus, incluindo Thierry Breton, ex-comissário da UE.
  • A UE afirmou que a liberdade de expressão é um direito fundamental e pode responder de maneira rápida e decisiva às medidas.
  • As proibições ocorrem em meio a tensões entre EUA e Europa sobre temas como liberdade de expressão, defesa, imigração e regulamentação tecnológica.
  • Entre os atingidos estão representantes de organizações civis na Alemanha, Reino Unido e outros países, segundo a subsecretária de Diplomacia Pública dos EUA.

A União Europeia, a França e a Alemanha criticaram a decisão dos Estados Unidos de negar vistos a cidadãos europeus que atuam no combate ao discurso de ódio e à desinformação online. Bruxelas informou nesta quarta-feira (24) que pode responder de forma rápida e decisiva às medidas consideradas injustificadas.

O governo do presidente Donald Trump vetou vistos na terça-feira (23) a cinco europeus, incluindo o ex-comissário francês Thierry Breton. Os EUA apontam suposta intenção de censurar a liberdade de expressão ou de impor regulamentação onerosa a grandes empresas de tecnologia.

Uma porta-voz da Comissão Europeia afirmou que a decisão é veementemente condenada e ressaltou que a liberdade de expressão é um direito fundamental na Europa, compartilhado com os Estados Unidos em democracias globais.

Reação da UE

A medida pode intensificar as divergências entre EUA e alguns aliados europeus sobre temas como liberdade de expressão, defesa, imigração e políticas digitais. O documento de Segurança Nacional dos EUA, divulgado recentemente, também enfatiza a necessidade de alinhar a Europa à estratégia norte-americana.

Thierry Breton foi crítico a políticas digitais norte-americanas e integrou a lei europeia de serviços digitais, marco que busca aumentar a segurança online e que irritou autoridades norte-americanas. A multa de 120 milhões de euros à plataforma X também figura entre os episódios recentes de atrito.

Quem está envolvido

Entre os proibidos estão Imran Ahmed, executivo britânico de um centro de combate ao ódio digital, e membros da HateAid, organização alemã sem fins lucrativos. Clare Melford, cofundadora do Índice Global de Desinformação, também consta na lista, segundo a subsecretária de Diplomacia Pública dos EUA, Sarah Rogers.

A Alemanha informou que os dois ativistas alemães contam com apoio de seu governo e classificou as sanções como inaceitáveis, destacando que as regras digitais alemãs não são decididas em Washington. O Índice Global de Desinformação denunciou a medida como censura governamental.

Em agosto anterior, o governo dos EUA já havia sancionado Nicolas Yann Guillou, juiz francês ligado ao Tribunal Penal Internacional, por decisões que afetaram autoridades norte-americanas, ampliando o tom de atrito com a França.

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