- Autoridades dos Estados Unidos impuseram proibições de visto a Thierry Breton e a mais quatro figuras europeias, alegando envolvimento na censura de plataformas sociais americanas.
- França condenou a medida, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, afirmando que o DSA não tem alcance extraterritorial e não afeta os EUA.
- Thierry Breton, ex‑ministro da França e comissário europeu (2019‑2024), é considerado figura-chave do Ato de Serviços Digitais da União Europeia, defendido como regulação para grandes plataformas.
- Os EUA dizem que as regras da UE vão além da regulação legítima; Barrot sustenta que o Ato de Serviços Digitais é um marco democrático adotado pela UE.
- Breton condenou a proibição de visto, mencionando a comparação com caçada de bruxas e lembrando que o Parlamento Europeu apoiou o DSA.
Franceia condena a proibição de visto imposta pelo governo dos EUA a Thierry Breton, ex-ministro francês e ex-comissário europeu, bem como a outras quatro figuras europeias. A medida envolve acusações de participação na censura de redes sociais e responde a regras da UE consideradas extraterritoriais. O governo francês divulgou a posição nesta quarta-feira.
Breton foi um nome de destaque na condução do Digital Services Act (DSA), acordo da UE para regular grandes plataformas digitais. O objetivo do DSA é coibir abusos online e ampliar responsabilidades de plataformas, sem distorcer o mercado interno.
A administração estadunidense classificou Breton como figura central na implementação do DSA, defendido como regulação europeia de alcance interno. Em resposta, o governo francês reiterou que o DSA não possui alcance extraterritorial e não afeta os EUA.
Reações e próximos passos
O Ministério das Relações Exteriores da França afirmou que a medida prejudica laços transatlânticos e pediu esclarecimentos. Segundo autoridades francesas, o país permanece comprometido com a cooperação na fiscalização de conteúdo online.
Em Paris, analistas destacam que a controvérsia expõe divergências entre EUA e UE sobre soberania regulatória. O tema pode influenciar debates sobre governança digital e diplomacia em 2025, sem indicar mudanças imediatas nas políticas.
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