- O gabinete de segurança de Israel aprovou 19 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada, elevando o total no governo atual para quase 210.
- O aumento representa quase cinquenta por cento desde o início do mandato atual, superando recordes anteriores.
- Em 2022 havia 141 assentamentos; com a aprovação mais recente, o grupo Peace Now aponta 210.
- Quatorze países, incluindo Reino Unido, Canadá e Alemanha, condenaram a medida, dizendo que viola o direito internacional e aumenta a instabilidade.
- O pronunciamento pediu reversão da decisão e defesa de uma solução de dois Estados, em conformidade com a Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU.
Israel aprovou 19 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada, segundo o gabinete de segurança. A decisão acontece na mesma semana em que o governo autorizou a expansão de áreas consideradas ilegais pela comunidade internacional. O anúncio eleva o número total de estabelecimentos na região, em meio a críticas internacionais.
Segundo dados do governo, o total de assentamentos cresceu consideravelmente com o aumento recente. O ministro Bezalel Smotrich afirmou que a soma total é de 69, em referência ao novo lote aprovado. No entanto, organizações de monitoramento indicaram números divergentes. O grupo Peace Now coloca o total no governo atual bem acima, chegando a 210 assentamentos.
Quase uma quinzena de países manifestou positionamento de reprovação. Reino Unido, Canadá e Alemanha, entre outros, chamaram a medida de violação do direito internacional e alertaram sobre risco de instabilidade. A coalizão diplomática pediu revisão e enfatizou a busca por uma solução de dois estados.
Condenação internacional
A nota conjunta de 14 países afirma que ações unilaterais fragilizam o progresso rumo a uma paz abrangente na região. O texto ressalta a oposição a qualquer forma de anexação e à expansão de assentamentos, destacando a necessidade de obedecer à resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU.
Contexto histórico
Historicamente, a expansão de assentamentos na Cisjordânia vem aumentando desde o desengajamento de 2005. Dados de 2022 apontavam 141 assentamentos; após ações recentes, há registros divergentes entre fontes, com números que variam conforme o observatório. A situação continua sendo tema central de debates internacionais sobre viabilidade de uma solução de dois estados.
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