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Egito aumenta prisões de influenciadores considerados indecentes

Egito amplia prisões de influenciadores por conteúdos tidos como indecentes, majority das capturas mira mulheres para controlar vestimenta e imagem

Haneen Hossam y Mowada al-Adham, influencers egipcias detenitas en 2020.
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  • Desde agosto, pelo menos 167 pessoas foram presas em 134 casos no Egito, em uma campanha considerada pelos ativistas como dirigida a disciplinar trabalhadores, principalmente mulheres, por questões de vestimenta e imagem.
  • Nos últimos cinco meses, mais de uma prisão por dia, com a maioria das detidas sendo mulheres, segundo a Iniciativa Egípcia para os Direitos Pessoais (EIPR).
  • O padrão envolve postagem de fotos das detidas com rosto difuminado, roupas de casa e itens confiscados, sob acusação de usar aplicativos digitais para divulgar conteúdo considerado imoral.
  • Casos não políticos englobam críticas a padrões de gênero, dança, linguagem e expressão de feminilidade ou masculinidade; também há detidos por conteúdo de tatuadores e humoristas, entre outros.
  • Grupos de direitos humanos afirmam que as detenções visam controle social e ascensão econômica de classes trabalhadoras, com acusações ligadas a “valores familiares” da sociedade egípcia.

Desde agosto, Egito intensifica a prisão de criadores de conteúdo considerados indecentes, com foco em mulheres. Dados da Iniciativa Egípcia para os Direitos Pessoais (EIPR) apontam 167 novas detenções em 134 casos, mais de uma prisão por dia nos últimos cinco meses. As acusações costumam mencionar violação de valores familiares ou moral pública.

As detenções ocorrem principalmente no Cairo e em Alexandria, com relatos de utilização de conteúdos não políticos publicados nas redes sociais para justificar os casos. O padrão envolve divulgação de fotos das pessoas detidas com rosto desfocado, roupas casuais e objetos apreendidos, como celulares. Alega-se violação de princípios considerados familiares pela legislação local.

Contexto histórico

Desde 2020, centenas de pessoas já haviam sido detidas por causas semelhantes, com números estimados acima de 300 presos em diversas ações. Organizações de defesa citam que, nos últimos meses, houve aceleramento dessa prática, atingindo principalmente mulheres, para controlar escolhas de vestimenta e de imagem.

Quem acompanha o tema

Grupos de direitos humanos destacam que a legislação vigente permite enquadramentos vagos, como violar valores familiares, abrindo espaço para retratação penal por conteúdos não políticos. A EIPR aponta que muitos casos envolvem criadores de conteúdo de classes trabalhadoras, cujo material não corresponde ao que o Estado considera aceitável.

Observações sobre motivações

Especialistas afirmam que a motivação envolve controle social por meio de castigos e processos judiciais, além de restringir mobilidade social. A análise também aponta impactos sobre gênero, bem como sobre a atuação econômica de indivíduos que dependem das redes para sustento.

Desfaço de estigmas e impactos

Casos relatados abrangem desde influenciadores adolescentes até artistas de tatuagem e comediantes. Observadores destacam que a atuação é frequentemente associada a normas de masculinidade e feminilidade, com repercussões sobre direitos de expressão e privacidade. As entidades ressaltam a necessidade de avaliação independente dos enquadramentos legais.

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