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Liberação de presos políticos na Venezuela, abertura sob Trump

Libertação de noventa e nove presos políticos no Natal, maior cifra em doze meses, gesto estratégico do governo sem divulgação de nomes completos

Mesa de los que esperan, Venezuela
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  • Maduro libertou 99 presos políticos no dia de Natal, a maior cifra em doze meses.
  • Dentre os liberados, há 75 homens, 3 mulheres e adolescentes; a maioria foi julgada após protestos de julho de 2025.
  • Não foram divulgados os nomes completos dos beneficiados; a medida ocorreu principalmente nos centros de Tocorón e Las Crisálidas.
  • Autoridades classificam o gesto como uma estratégia para descomprimir a pressão, sem sinal de distensão ampla nem amnistia geral.
  • Organizações de direitos humanos dizem que a liberação é insuficiente e denuncia uso seletivo da prisão como instrumento político, com mais de 800 prisioneiros políticos no país.

O governo venezuelano anunciou a libertação de 99 presos políticos na véspera de Natal, a maior cifra em doze meses. Segundo o Executivo, 75 são homens, 3 são mulheres e há adolescentes entre os beneficiados. A medida é apresentada como um gesto estratégico, sem sinal de distensão ampla. Ainda não foram divulgados os nomes completos.

A maior parte das liberdades ocorreu após protestos que se seguiram às eleições presidenciais de julho de 2025, consideradas fraudulentas pela oposição e por parte da comunidade internacional. Ponto central do anúncio: os liberados devem responder a processos judiciais com medidas substitutivas, não recebendo de imediato anulação de acusações.

Entre os detidos, há registros de atuação acadêmica e sindical. Em Tocorón, no centro-norte, saíram 65 homens; no Centro de Reclusão Las Crisálidas, três mulheres deixaram a prisão. Três adolescentes foram liberados após retenções em postos policiais no estado Vargas, próximo a Caracas. A lista completa não foi disponibilizada.

O anúncio ocorreu em meio a tensões entre o governo de Nicolás Maduro e Washington, com críticas de organizações de direitos humanos sobre a seletividade das libertações. Relatos de ONG apontam que, embora haja alívios pontuais, o quadro de presos políticos no país permanece elevado.

Diversas organizações de direitos humanos já haviam alertado para o uso da detenção como instrumento político. A Justiça, Encuentro y Perdón destacou que a medida é positiva, mas insuficiente frente ao total de pessoas privadas de liberdade por motivos políticos, estimado em mais de 1.000 segundo o recorte da entidade.

Além disso, o caso de uma jovem identificada pela organização como Marggie Orozco, condenada a 30 anos por conteúdos críticos em redes, é citado como exemplo das controvérsias que cercam o processo. A ONG Foro Penal comenta que o país tem mais de 800 presos políticos em seu universo, de acordo com seus levantamentos.

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