- Nigéria informou aos Estados Unidos sobre membros do grupo extremista Estado Islâmico antes dos ataques do dia de Natal.
- Os bombardeios dos EUA ocorreram a pedido das autoridades nigerianas, com atuação no estado de Sokoto, e deixaram figuras do EI fora de operação.
- O ministro das Relações Exteriores da Nigéria, Yusuf Tuggar, afirmou ter conversado duas vezes por telefone com o secretário de Estado dos EUA; foram 19 minutos antes do ataque e mais cinco minutos depois.
- O presidente da Nigéria, Bola Tinubu, autorizou as ações americanas e indicou que podem ocorrer novos bombardeios.
- Foi divulgado um vídeo que parece mostrar o lançamento de míssil a partir de um navio de guerra americano; não há confirmação oficial sobre número de mortes.
A Nigéria informou aos Estados Unidos sobre membros do grupo extremista EI antes dos ataques no noroeste do país, ocorridos no dia de Natal. O ataque contou com bombardeios dos EUA, autorizados pelo governo nigeriano, após as acusações de ameaça a cristãos que foram reiteradas por Washington. A cooperação entre os dois países foi citada pelo governo nigeriano como parte de um esforço conjunto de combate ao extremismo.
O ministro nigeriano das Relações Exteriores, Yusuf Tuggar, confirmou à ChannelsTV que o país repassou informações aos Estados Unidos. Tuggar disse ter conversado com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, por telefone. Segundo ele, houve duas conversas: 19 minutos antes do ataque e mais 5 minutos depois do início das ações.
Tuggar afirmou ainda que o presidente Bola Tinubu autorizou os ataques e que novas operações podem ocorrer. O objetivo foi apontado como neutralizar terroristas na região de Sokoto. As autoridades indicaram que o ataque foi feito a pedido das autoridades nigerianas.
O comando militar americano na África informou ter realizado o bombardeio a alvos do EI, naquela área, com a declaração de que a operação visava eliminar terroristas. Vídeos do suposto lançamento de míssil foram divulgados por fontes militares dos EUA.
Trump afirmou, em rede social, que o ataque no Natal foi realizado com sucesso e que os EUA agiram contra o EI na Nigéria. O Departamento de Guerra reforçou o posicionamento de que ataques foram realizados com precisão contra alvos terroristas. As informações oficiais não detalham o número de vítimas.
O Ministério das Relações Exteriores da Nigéria confirmou ataques de precisão contra alvos terroristas por meio de bombardeios aéreos. A ação foi recebida com críticas de setores que veem um agravamento das tensões religiosas no país, que tem grandes populações muçulmana no norte e cristã no sul.
Analistas independentes e o governo nigeriano ressaltaram a diferença entre o debate sobre perseguição religiosa e o combate ao extremismo. O governo dos EUA já havia colocado a Nigéria em pauta de cooperação internacional para questões de segurança e liberdade religiosa.
O episódio marca a primeira participação de tropas ou ataques norte-americanos sob o governo de Trump na Nigéria durante o período anterior à janela de Natal. A cooperação entre os dois países foi apresentada como parte de um esforço coordenado contra o EI na região.
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