- No sábado, 27, a Rússia lançou ataque com drones e mísseis contra Kiev, deixando uma pessoa morta e afetando energia e calefação de centenas de milhares.
- A prefeitura informou que uma mulher de 47 anos morreu; onze pessoas ficaram hospitalizadas e cerca de 320.000 moradores ficaram sem energia.
- O ataque ocorreu na véspera da reunião na Flórida entre o presidente dos Estados Unidos e o presidente ucraniano Zelenski, para tratar de um plano para encerrar o conflito.
- Zelenski afirmou que o ataque mostra que Moscou “não quer o fim da guerra”, destacando o uso de quase quinhentos drones e quarenta mísseis.
- O plano americano de vinte pontos propõe congelar a linha de frente, discutir retirada de tropas do Donbass e cooperação sobre a usina de Zaporizhzhia, com Moscou criticando o texto.
O ataque de sábado 27 contra Kiev deixou uma morte e provocou cortes de energia e aquecimento para centenas de milhares de moradores. Drones e mísseis foram usados, segundo autoridades locais, apenas horas antes da reunião entre Trump e Zelensky na Flórida.
O governador da região de Kiev, Mikola Kalashnik, confirmou a morte de uma mulher de 47 anos e que 11 pessoas ficaram hospitalizadas. Cerca de 320.000 pessoas ficaram sem energia elétrica na região.
Autoridades ucranianas atribuíram o ataque ao uso maciço de drones e mísseis russos, dizendo que quase 500 drones e 40 mísseis foram empregados na ofensiva contra Kiev e áreas vizinhas.
Contexto da reunião e objetivo
Antes da reunião entre Zelensky e Donald Trump, o tema central é o plano americano para encerrar o conflito. O governo dos EUA apresenta uma proposta de 20 pontos para gerenciar o cessar-fogo e a reorganização regional.
Zelensky destacou que Moscou não busca o fim da guerra, ao justificar a resistência ucraniana. O governo russo afirmou ter mirado instalações militares e infraestruturas energéticas para atrapalhar as forças ucranianas.
Plano e negociações em andamento
O plano americano prevê congelar a linha de frente nas posições atuais e abrir espaço para retirada de tropas do leste, com zonas desmilitarizadas. Também prevê controle conjunto da central de Zaporizhzhia, sob supervisão internacional.
A versão revisada elimina a exigência de renúncia explícita à adesão da Ucrânia à Otan e não reconhece de forma automática territórios ocupados desde 2014. O documento inclui garantias de segurança, reconstrução e apoio econômico europeu.
Repercussões na região
Moscou criticou a nova versão, dizendo que Kiev busca prejudicar as negociações. A Ucrânia aponta divergências com Washington sobre a região do Donbass, que permanece sob influência russa na prática.
Trump comentou que Zelensky ainda precisa de aprovação para avançar nos termos do acordo, enquanto Zelensky participa de encontros ao longo da viagem aos EUA e negocia com lideranças europeias por videoconferência.
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