- China parabeniza o Camboja por chegar a um cessar-fogo com a Tailândia após semanas de confrontos na fronteira, que deixaram 101 mortos e mais de meio milhão de deslocados.
- Autoridades dos três países vão a uma reunião de dois dias na província de Yunnan para discutir a situação, com participação de Wang Yi, Prak Sokhonn e Sihasak Phuangketkeow.
- O ministro chinês das Relações Exteriores afirmou que o cessar-fogo é um passo importante para restaurar a paz e está alinhado com as expectativas regionais.
- Camboja e Tailândia buscam um cessar-fogo completo e duradouro, retomada das trocas normais e reconstrução da confiança mútua.
- A China se ofereceu para fornecer ajuda humanitária aos deslocados e apoiar o assentamento dos atingidos nas regiões de fronteira.
A China deu boas-vindas à trégua encerrada entre Tailândia e Camboja após semanas de confrontos na fronteira. O anúncio saiu neste domingo, quando autoridades dos três países se preparam para uma reunião de dois dias na província chinesa de Yunnan.
Os combates na fronteira resultaram em pelo menos 101 mortos e deslocaram mais de meio milhão de pessoas. Na atual fase, Tailândia e Camboja fecharam um segundo cessar-fogo nos últimos meses, buscando evitar novas escaladas.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que o cessar-fogo representa um passo importante para restaurar a paz e está alinhado com as expectativas regionais. A China se ofereceu para apoiar iniciativas humanitárias.
Reunião em Yunnan
Prak Sokhonn, principal diplomata do Camboja, e Sihasak Phuangketkeow, homólogo da Tailândia, vão encontrar Wang Yi na região, ainda neste domingo, e retornarão na segunda-feira. O encontro visa discutir a situação da fronteira.
Segundo a agência oficial Xinhua, os diplomatas e militares devem buscar comunicação mais flexível e entendimento mútuo para avançar. A reunião pretende promover um cessar-fogo completo e duradouro e retomar trocas normais entre os dois países.
A China indicou disposição de oferecer ajuda humanitária ao Camboja para facilitar o assentamento dos deslocados das áreas fronteiriças. As autoridades esperam que o diálogo contribuía para reduzir tensões e estabilizar a região.
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