- Sucessivas gestões do Reino Unido defenderam a libertação e o retorno do ativista britânico‑egípcio Alaa Abd el‑Fattah, que chegou a Londres na sexta‑feira após o Egito levantar uma proibição de viagem.
- Postagens históricas nas redes sociais dele, com chamadas à violência contra “zionistas” e a polícia, vieram à tona após o retorno e provocaram reação generalizada.
- Keir Starmer fez elogios ao retorno, mas houve críticas de organizações judaicas, que perguntaram sobre a diligência do governo na campanha pela libertação.
- O Foreign Office qualificou as mensagens como “abhorrent” e confirmou a cidadania britânica de Abd el‑Fattah, concedida em 2021, sob o governo conservador.
- Membros de ambos os maiores partidos passaram a exigir explicações sobre a campanha de libertação, com alguns pedindo até investigações sobre as declarações extremistas do ativista.
O governo britânico enfrenta perguntas sobre o apoio à libertação e à volta do ativista de origem britano-egípcia Alaa Abd el-Fattah. A revelação de posts históricos, considerados violentos e ofensivos, reacende o debate sobre a conduta das autoridades.
El-Fattah chegou a Londres na sexta-feira após ter a viagem proibida suspensa pelo governo egípcio. O retorno ocorreu em meio a críticas de organizações judaicas, que apontam falta de diligência na campanha de libertação.
O histórico do ativista inclui mensagens que defendiam violência contra judeus e policiais. As publicações vieram à tona após a saída dele da prisão no Egito, gerando reação entre parlamentares de ambos os grandes partidos.
O Foreign Office classificou as postagens como repugnantes e reiterou que a cidadania britânica de El-Fattah é uma prioridade de política externa. A pasta afirmou que condena as mensagens do passado.
A controvérsia já envolve o front governamental, com cobranças de explicações sobre por que houve uma campanha pela libertação de alguém com tais posicionamentos. A polêmica envolve governos de diferentes formações ao longo dos anos.
Diversos políticos conservadores que defenderam a libertação disseram lamentar as atitudes recentes. Líderes da oposição também pedem esclarecimentos sobre o papel do governo no caso.
Organizações judaicas e representantes da comunidade destacam a necessidade de avaliação cuidadosa de pronunciamentos anteriores. Eles questionam se houve diligência suficiente na verificação de falas do ativista antes da concessão de cidadania.
O caso já gerou pressão para abrir investigações sobre a natureza das declarações extremistas. A situação chega em meio a debates sobre políticas de imigração, cidadania e liberdade de expressão no país.
O ativista foi figura central na chamada Primavera Árabe em 2011 e esteve em jejum por períodos enquanto esteve detido no Egito. Em 2021, recebeu condenação por suposta divulgação de notícias falsas.
O episódio amplia o escrutínio sobre a atuação de governos britânicos na defesa de casos de presos estrangeiros com vínculos diplomáticos britânicos. Autoridades afirmam manter o foco na segurança e nos direitos humanos.
Entre na conversa da comunidade