- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, se reunirá com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida, por volta das 13h (18h GMT), primeira reunião presencial desde outubro.
- O encontro deve tratar de uma versão atualizada de um plano mediado pelos EUA para encerrar a guerra, ainda sem apoio de Moscou.
- Nos dias que antecederam a reunião, a Rússia intensificou ataques sobre Kyiv, com uso de mísseis e drones para aumentar a pressão sobre Zelenskyy.
- Pela manhã, houve novos ataques em várias regiões do país, incluindo Kherson, onde a Defesa Civil informou ferimento de uma mulher em meio a explosões.
- Zelenskyy prioriza garantias de segurança dos EUA e deve discutir a gestão da usina nuclear de Zaporizhzhia e o controle da região leste Donbas; Moscou exige retirada integral de Donbas.
Volodymyr Zelenskyy e Donald Trump se reúnem hoje na casa Mar-a-Lago, na Flórida, em duelo diplomático para tratar de uma versão atualizada de um plano de paz para a Ucrânia. O encontro está previsto para ocorrer por volta das 13h, horário local, como parte de esforços para encerrar o conflito com a mediação dos EUA. A reunião é a primeira entre os dois desde outubro.
A agenda da visita inclui discutir garantias de segurança dos EUA para a Ucrânia e a gestão do complexo tema do Donbas, incluindo o controle das áreas sob disputa e o futuro da região de Zaporizhzhia. O objetivo declarado é avançar em um acordo que encerre quase quatro anos de guerra, ainda sem apoio formal de Moscou.
Nos dias anteriores, a Rússia intensificou ataques contra Kyiv, com uso de mísseis e drones para aumentar a pressão sobre Zelenskyy. Hoje, cidades do território ucraniano foram atingidas, com relatos de danos em várias regiões e ferimentos em civis, conforme o serviço de emergência local.
Na prática, Moscou exige retirada total das áreas leste do Donbas, enquanto Kiev prefere manter posições e explorar uma zona econômica livre como possível concessão. Zelenskyy já indicou que busca garantias de segurança como elemento central de qualquer acordo durável, sem ceder de forma ampla territórios estratégicos.
Moscou já controla grande parte do Donetsk e quase todo o Luhansk, regiões centrais do Donbas, o que tem sido a principal trava para as negociações. O governo russo sustenta que Kiev precisa recuar dessas áreas para qualquer negociação efetiva, posição que continua sob avaliação nos esforços de mediação.
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