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Itália apoia ajuda militar à Ucrânia até 2026 após choque na coalizão

Itália aprova decreto para manter ajuda militar à Ucrânia até 2026, após coalizão selar acordo que contorna divergências sobre a política externa

Italy's Prime Minister Giorgia Meloni, next to Deputy Prime Minister and Minister of Infrastructure and Transport Matteo Salvini, attends a question time at the lower house of parliament in Rome, Italy March 15, 2023. REUTERS/Remo Casilli
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  • O Conselho de Ministros da Itália aprovou um decreto para manter a ajuda militar à Ucrânia até 2026, fechando um acordo de coalizão após semanas de debate.
  • A medida ocorreu após o governo enfrentar divergências dentro da coalizão, com o líder da Liga, Matteo Salvini, defendendo que a ajuda poderia fomentar corrupção e não levaria ao fim da guerra.
  • O decreto mantém envio de veículos, materiais e equipamentos militares, com mudança em 2025 para priorizar itens logísticos e médicos para uso civil e defesa contra ataques.
  • O governo precisa que o Parlamento aprove a norma em até dois meses; o chanceler Antonio Tajani elogiou o texto como equilibrado e afirmou apoio militar, econômico e político à Ucrânia.
  • Itália já enviou doze pacotes de ajuda desde a invasão, totalizando mais de 3 bilhões de euros em suprimentos, em comparação com mais de 15 bilhões de euros enviados pela Alemanha.

O Conselho de Ministros da Itália aprovou, nesta segunda-feira, um decreto que mantém o envio de ajuda militar à Ucrânia até 2026. O acordo encerra semanas de debate e une posições dentro do governo de Giorgia Meloni.

A medida encerra uma racha na coalizão após a Liga, aliado da premiê, ameaçar abstenção. O partido argumentou que o reforço de apoio poderia alimentar a corrupção e não contribuir para o fim do conflito.

O decreto, semelhante aos textos aprovados nos últimos três anos, prevê envio de veículos, materiais e equipamentos militares a Kiev. A mudança de 2025 aumenta o foco em itens logísticos e médicos para uso civil.

A Liga informou que, diferente de textos anteriores, priorizaria itens para defesa civil contra ataques com mísseis, drones e ciberataques. O texto final ainda depende da aprovação parlamentar em até dois meses.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, do Forza Itália, saudou o projeto, descrevendo-o como equilibrado. O governo afirma manter apoio militar, econômico e político à Ucrânia.

Desde o início da invasão, a Itália já enviou 12 pacotes de ajuda militar a Kiev. O governo não informou publicamente os itens exatos, afirmando que tais dados são classificados.

Dados oficiais indicam que a Itália já destinou mais de 3 bilhões de euros em suprimentos até o momento. O país mantém queda relativa em relação a grandes parceiros europeus, como a Alemanha.

Contexto político

  • A coalizão enfrentou tensões entre partidos de direita e moderados sobre a linha externa.
  • A decisão, porém, preserva o fluxo de assistência ao longo do próximo mandato.
  • A Apeação parlamentar deverá ocorrer dentro de dois meses, para manter o cronograma.

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