- Rússia ameaça encerrar as negociações de paz com a Ucrânia, após acusar Kiev de atacar uma residência de Vladimir Putin; Lavrov afirma que a postura de Moscou mudou diante de um suposto terrorismo de Estado.
- Zelenski nega as acusações, diz que são falsas e que servem como pretexto para ampliar ataques contra Kiev e manter a guerra.
- Moscou afirma ter abatido noventa e um drones supostamente lançados de Kiev contra a residência presidencial russa; Lavrov avisa que a resposta não ficará sem retaliação.
- Após o anúncio, a Casa Branca comunicou que Trump teve uma chamada “positiva” com Putin sobre a Ucrânia, com autoridades russas relatando que Trump ficou indignado.
- Zelenski pediu garantias de defesa dos aliados ocidentais por quinze anos, com possibilidade de prorrogação; busca acordo de trinta a cinquenta anos, mantendo a lei marcial até o país ficar sob proteção ocidental.
O governo russo ameaçou encerrar as negociações de paz com a Ucrânia após acusar Kiev de atacar uma residência de Vladimir Putin. O chanceler Sergei Lavrov afirmou que Moscou reavalia sua postura de negociação à luz do que chamou de mudança de Kiev para uma política de terrorismo de Estado. A acusação veio após encontros entre líderes dos EUA e da Ucrânia no fim de semana.
Em resposta, o presidente ucraniano Volodímir Zelenski qualificou a versão russa como falsa e afirmou, pelas redes sociais, que o ataque seria uma justificativa para ampliar os ataques contra a Ucrânia, especialmente contra Kiev, e para evitar decisões que busquem o fim do conflito. Zelenski também passou a sugerir que a Rússia pode planejar um grande ataque a edifícios estratégicos na capital.
Segundo a versão de Moscou, a Rússia teria neutralizado 91 drones que supostamente teriam sido lançados pela Ucrânia contra a residência presidencial na região de Nóvgorod, afirmando que o ataque não ficaria sem resposta. Lavrov indicou que as ações de retaliação teriam seus objetivos definidos e o momento de aplicação, pelas Forças Armadas russas, já determinado.
Paralelamente, a Casa Branca informou que Trump manteve uma ligação considerada positiva com Putin sobre a situação na Ucrânia, logo após as acusações russas. Além disso, um assessor do Kremlin relatou que Trump ficou indignado com as ações atribuídas a Moscou e teria dito que não apoiaria o fornecimento de mísseis de precisão a Kiev, citando as palavras do próprio ex-presidente.
A gestão russa indicou que um novo bombardeio estaria nos planos de Moscou, com objetivos de retaliação previamente definidos. Isso ocorreu em meio a um intenso ataque de 10 horas sobre Kiev, no dia anterior, em uma sequência de eventos que coincidiu com a reunião entre Zelenski e Trump em Mar-a-Lago, Flórida.
Enquanto isso, Zelenski reiterou que as garantias de defesa por parte de aliados ocidentais, especialmente dos EUA e da União Europeia, são centrais para qualquer perspectiva de paz. O presidente ucraniano relatou que os Estados Unidos asseguram medidas de proteção equivalentes a uma integração à OTAN por um período inicial de 15 anos, prorrogáveis, e pediu prazos mais longos, próximas de 30 a 50 anos, para consolidar a segurança de seu país.
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