- Trabalhadores humanitários da ONU acessaram al-Fashir pela primeira vez desde a tomada pela força paramilitar RSF e encontraram a cidade amplamente deserta.
- Estima‑se que mais de cem mil pessoas tenham fugido de al-Fashir desde o fim de outubro, após o RSF tomar o controle após um cerco de dezoito meses.
- Sobreviventes relataram mortes por motivos étnicos e detenções generalizadas; muitas pessoas continuam desaparecidas na cidade e arredores.
- A passagem segura exigida pela ONU levou semanas de negociações, apesar das tentativas do RSF de apresentar a cidade como normal.
- Há poucas evidências de vida: mercado com poucos itens, população concentrada em prédios vazios ou abrigos simples, e preocupações com feridos, possíveis detidos e falta de suprimentos.
O envio de ajuda humanitária a al-Fashir, no Darfur, mostra cidade quase vazia após a ofensiva do RSF. Mais de 100 mil moradores teriam fugido desde o fim de outubro, quando o grupo paramilitar tomou o controle da área durante um cerco de 18 meses.
Ansiedade persiste entre equipes humanitárias. A visita da ONU só ocorreu após semanas de negociações para passagem segura, reconhecem autoridades. A cidade apareceu deserta, com poucos moradores em prédios ou abrigos improvisados.
Denise Brown, representante da ONU, descreveu al-Fashir como um local marcado por perdas e exaustão. Ela afirmou que equipes encontraram poucos sinais de vida e enfatizou a necessidade de acesso contínuo a água, comida e serviços médicos.
Situação em al-Fashir
O relatório aponta que, mesmo com um mercado ativo, o essencial é escasso. Moradores residem em estruturas vazias ou em acampamentos simples, com itens limitados, principalmente vegetais locais.
A ONU mantém preocupação com feridos, pessoas possivelmente detidas e com a ausência de assistência. Além disso, villages ao redor parecem desocupados, aumentando o desafio logístico para entregas de ajuda.
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